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Notícias O trânsito de Porto Alegre teve em 2017 o menor número de mortes dos últimos cinco anos

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EPTC atribuiu o aumento à maior circulação de pessoas no atual contexto da pandemia. (Foto: Divulgação)

O trânsito de Porto Alegre apresentou em 2017 uma redução de 10% no número de acidentes, em comparação ao ano anterior. De acordo com os dados da CIT (Coordenação de Informações de Trânsito) da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), trata-se do menor número de casos fatais dos últimos cinco anos (127 em 2013, 141 em 2014, 100 em 2015, 92 em 2016 e 90 em 2017).

Em 2017 houve uma queda de 10% nas ocorrências em geral (12.337, contra 13.772), de 11% em feridos (5.339, ante 6.052) e de 2% nas mortes (que passaram de 92 para 90 no período). Também se verificou uma baixa de 75% nos óbitos de ciclistas, que passaram de quatro para apenas um.

Os dados estatísticos também mostram que os acidentes com motos caíram 13% (2.694 a 3.126), assim como houve 4% menos acidentes com bicicletas (162 a 169) e 11% menos feridos com motocicletas (2.669 a 3.012). Os feridos por atropelamentos também caíram em 19% (904 a 1.124).

Mesmo com a redução em acidentes e mortes, os números ainda preocupam e norteiam ações educativas: aumentou em 34% o número de vítimas fatais envolvendo motos (35 a 26); e em 4% as mortes por atropelamentos (44 a 42). A frota de veículos em Porto Alegre cresceu 0,43% de 2016 para 2017 (829.539 a 833.123), segundo levantamento do Detran.

O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, projeta o foco das ações para este ano: “É evidente que os números da acidentalidade, mesmo com a redução geral em 2017, ainda preocupam. Mas uma vida salva já é motivo de comemoração. Imprudência, excesso de velocidade, álcool ao volante são situações que iremos continuar focando nas nossas ações educativas e de fiscalização. Vamos procurar, também, reduzir os acidentes com motos e atropelamentos de pedestres, uma missão para toda a sociedade”.

Imprudência

“O acidente é uma infração que não deu certo”, destaca Soletti. “Se cruzarmos os dados de acidentes de trânsito que resultam em morte com apenas duas infrações, excesso de velocidade e uso de álcool ou drogas ilícitas, as duas imprudências são registradas em quase metade dos casos. Isso sem levar em consideração a conclusão da análise de 19 casos que ainda estão em investigação. Ou seja, esse número ainda pode aumentar.”

De 87 acidentes que resultaram em 90 mortes em 2017, em 42 foi constatado que algum dos envolvidos diretamente no acontecimento tinha feito uso de álcool/drogas ilícitas ou que a velocidade inadequada contribuiu para a gravidade da ocorrência.

Educação

Com foco principal direcionado à segurança de motociclistas e também de pedestres, agentes da Coordenação de Educação para a Mobilidade da EPTC encerraram 2017 com 855 ações realizadas na cidade, em apresentações de esquetes teatrais, abordagens nas ruas, atividades de conscientização em terminais de ônibus, palestras em empresas, em associações comunitárias, escolas, realizações de cursos de multiplicadores pelo trânsito seguro, entre outras atividades.

“Atingimos diretamente mais de 87 mil pessoas no ano passado, muitos engajados agora na missão por uma mudança de cultura para um trânsito com uma maior cordialidade nas relações entre as pessoas”, afirma Júlio Almeida, da equipe de educação para a mobilidade da EPTC.

 

Fiscalização – Ações da ETPC em 2017, entre elas rondas de fiscalização, blitze do Balada Segura, à noite, e do Comando de Operações Especiais da EPTC (COE), realizadas durante o dia, recuperaram 77 carros roubados ou furtados no ano de 2017. Ao todo aconteceram 301 ações do Balada Segura, com 20.763 condutores abordados, 2.598 motoristas autuados em razão de álcool ao volante. Os agentes de fiscalização do COE realizaram 150 blitze, com 8.664 motoristas abordados e 65 autuados em razão do uso de álcool. Além dos agentes da EPTC, representantes do Detran, Guarda Municipal, Brigada Militar e Polícia Civil integram as atividades do Balada Segura.

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