Domingo, 06 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2016
Hábito de 15% da população segundo a mais recente edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em maio, comprar livros pela internet vai ficar mais oneroso a partir de 1 de setembro. Não porque os preços de capa vão subir nas lojas virtuais, mas sim devido a mudanças dos Correios que afetam exclusivamente a postagem de livros.
De acordo com documentos internos da empresa aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso, os Correios devem passar a permitir oficialmente o uso do registro módico – que possibilita o rastreamento de encomendas por 50% do valor do registro comum, de 4,30 reais –, mas vão proibir a postagem de livros como mala direta, modalidade comum aos livreiros e a mais barata ao consumidor – encomendas de 1 quilo, por exemplo, saem por 6,31 reais independente do trecho percorrido, de acordo com a tabela oficial.
Contradição
A proibição contradiz o que preveem contratos comerciais assinados entre os Correios e os livreiros. Entretanto, segundo registro de conversas entre departamentos dos Correios, “a menção da palavra ‘livros’ referia-se exclusivamente como exemplo de ‘periódicos’”. O termo será excluído de contratos firmados futuramente para que “sejam evitadas interpretações equivocadas”.
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