Segunda-feira, 01 de Março de 2021

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Brasil O Twitter marca a publicação do Ministério da Saúde como “enganosa”

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Publicação do Ministério da Saúde sobre ''tratamento precoce'' contra COVID-19 foi marcada como enganosa pelo Twitter. (Foto: Reprodução/ Twitter)

O perfil oficial do Ministério da Saúde no Twitter foi advertido pela administração da rede social. O motivo foi uma postagem em que a comunicação oficial da pasta incentiva a população a fazer “tratamento precoce” contra a COVID-19, que a rede social sinalizou como conteúdo enganoso.

“Para combater a Covid-19, a orientação é não esperar. Quanto mais cedo começar o tratamento, maiores as chances de recuperação. Então, fique atento! Ao apresentar sintomas da Covid-19, #NãoEspere, procure uma Unidade de Saúde e solicite o tratamento precoce”, escreveu o Ministério, que teve a publicação marcada pelo Twitter.

A administração do site justificou: “Este Tweet violou as Regras do Twitter sobre a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. No entanto, o Twitter determinou que pode ser do interesse público que esse Tweet continue acessível”.

O chamado “tratamento precoce”, defendido pelo governo federal é baseado na utilização de medicamentos como cloroquina e ivermectina, que não têm eficácia comprovada contra a COVID-19, segundo pesquisas realizadas em vários países. Por isso, publicações desse tipo têm sido alvo das campanhas contra desinformação das redes sociais.

O Twitter já fez o mesmo procedimento, de aviso de informação enganosa, numa publicação do presidente Jair Bolsonaro na qual ele também defendia o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a COVID-19.

Vacinação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial de duas vacinas contra a COVID-19. Em pauta, a CoronaVac, de origem chinesa, e o composto da Universidade de Oxford, no Reino Unido, desenvolvido em parceria com o laboratório AstraZeneca. A relatora dos pedidos, Meiruze Freitas, votou sim. Depois, Romison Mota e Alex Machado Campos também se manifestaram favoravelmente.

Cristiane Jourdan Gomes também votou ‘sim’, o que ampliou a margem de opiniões a favor das vacinas. Antônio Barra, presidente do colegiado, foi o último a falar e deu forma ao placar unânime: 5 a 0.

A CoronaVac teve o pedido de uso emergencial apresentado pelo Instituto Butantan. Meiruze votou pela aprovação. O mesmo ocorreu com as injeções de Oxford, cuja utilização foi solicitada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao se referir ao composto chinês, Meiruze Freitas fez algumas ressalvas aos dados apresentados no pedido de uso emergencial. Ela pediu que informações complementares sejam entregues posteriormente.

Antes da votação, as duas vacinas tiveram o aval emergencial recomendado por áreas técnicas da agência. As ponderações dos setores de Medicamentos e Produtos Biológicos, Boas Práticas de Fabricação e de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária embasaram os votos dos componentes da diretoria.

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