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Colunistas O último 1º de maio com a CLT?

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(Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O deputado Paulinho da Força (SD-SP), que deve analisar o processo da suposta quebra de decoro parlamentar de seu aliado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder dos trabalhadores da Força Sindical de São Paulo representa a parcela dos sindicalistas que estão atuando “bravamente” pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Mesmo com as informações de que o governo provisório de Michel Temer vai modificar profundamente a legislação trabalhista Paulinho, hoje dia 1º de Maio lidera manifestações que confirmam sua escolha pelo algozes que determinarão o fim da CLT! Incrível.

Será o Brasil a Argentina amanhã? Sim. Ao vencer Cristina Kirchner Mauricio Macri parecia ser a resposta para um país em crise. “Acabou a lua de mel com o governo”, alertou Pablo Moyano,  ex-aliado de Macri dirigente do poderoso sindicato de Caminhoneiros e filho de Hugo Moyano, líder da mais influente das cinco centrais sindicais. Cinco centrais sindicais argentinas uniram-se nesta sexta-feira, 29 de abril, em Buenos Aires para protestar contra as políticas do governo de Mauricio Macri e pedir soluções para a crise que afeta os trabalhadores do país. Cerca de 350 mil pessoas participaram do protesto, segundo os organizadores.

A manifestação marcou o primeiro protesto sindical unificado no governo Macri das cinco centrais historicamente divididas: as três CGTs (Confederação Geral do Trabalho da Argentina – Alsina, Azopardo, e Azul e Branca), e as duas CTAs (Central de Trabalhadores da Argentina – Autónoma e dos Argentinos). O protesto também teve adesão de vários partidos e organizações sociais.

Em frente ao Monumento ao Trabalho, representantes das centrais sindicais leram uma carta elaborada pelas cinco entidades. De acordo com o texto, o povo argentino vê com “preocupação” as medidas econômicas implantadas pelo governo da coligação Cambiemos, do presidente Mauricio Macri, que se caracterizam pela “aceleração da inflação” e “transferência do custo [da crise] para as costas dos trabalhadores”.

As centrais criticam os setores do governo que estariam convencidos de que vão criar empregos com “medidas de estrita ordem financeira”. “Acreditamos que [essas políticas] são o regresso a receitas que tiveram tristes consequências”. “Quem beneficia com isso?”, questiona o documento. “As empresas monopolistas de alguns setores e o setor financeiro”, acrescenta.

Nenhum presidente não peronista conseguiu terminar seu mandato desde o retorno da democracia em 1983. O radical Raúl Alfonsín sofreu 13 greves gerais e acabou adiantando as eleições e dando lugar ao peronista Carlos Menem em 1989. Fernando de la Rúa também sofreu a oposição dos sindicatos peronistas e acabou saindo de helicóptero da Casa Rosada em dezembro de 2001.

Hoje dia 1º de maio, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) completa 73 anos. Por esta obra do Presidente Getúlio Vargas, líder histórico do trabalhismo, juntamente com João Goulart e Leonel Brizola, os trabalhadores passaram a ter jornada máxima diária de oito horas, férias de um mês por ano, repouso semanal remunerado, salário-mínimo, aposentadoria e previdência.

Mas estes direitos, tão duramente conquistados estão sob ameaça constante de forças poderosas que, com a chamada “flexiblização’ ou modernização trabalhista”, querem parcelar o 13º salário, reduzir ou acabar com o piso salarial e o salário mínimo, atacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e eliminar o aviso prévio de 30 dias. Oremos!

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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