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Armando Burd Chantagem a caminho

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(Foto: Banco de Dados)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Michel Temer está sendo pressionado para não reduzir a 20 o número de ministérios. Atualmente, há 32. Já foram 39. Para muitos, os cortes economizarão dinheiro público. Nem tanto. Há setores da administração pública que reúnem grandes contingentes, fazem pouco, gastam muito e não são extintos.
Há ministérios que, de tão inexpressivos, só alguns lembram o nome do titular e têm estrutura mínima.
O que move um partido e suas lideranças a ocuparem o 1º escalão é a dose excessiva de vaidade. Querem apenas registrar o nome na história. O que farão nem importa. Ambicionam para satisfazer o desejo de poder.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Reunião com 32 ministros, que queiram jogar afinados, é uma epopeia. Se forem dados 30 minutos para cada um, serão 16 horas.
Conduzir o País significa muito mais do que atender a imodéstia ou sair do anonimato. Há tantos e tão graves  problemas que só a objetividade, a clareza e austeridade poderão corrigir os erros e os desvios de rota, cujas consequências são desastrosas. A começar pelo aumento do custo de vida, seguindo pela existência de 11 milhões e 100 mil brasileiros sem emprego formal.

É preciso citar mais?

PASSOU DO LIMITE

Além do oportunismo do setor privado, a inflação tem como causa os altos percentuais de reajuste dos preços controlados pelo governo. Exemplo: combustíveis, energia, água e transportes públicos.

HÁ UM ANO

O ex-presidente Lula disse, a 1º de maio do ano passado, que estava “pronto para a briga”. Acrescentou que a elite do País tinha “um medo inexplicável” de que voltasse à Presidência.

Seu pronunciamento, hoje, é aguardado com expectativa.

NA PRESSA

A velocidade da transição não permite as tradicionais promessas: o fim da inflação, do alto preço da alimentação, do transporte difícil e oneroso, da falta de assistência médico hospitalar e de vagas em escolas públicas, além dos lucros exorbitantes obtidos pelo que controlam a vida financeira do País.

DISSE TUDO

O inesquecível cronista Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta, profetizou na década de 1960: “A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é a prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.”

AGRESSÃO

A 1º de maio de 2006, o presidente da Bolívia, Evo Morales, invadiu com tropas do Exército uma instalação da Petrobras para anunciar a nacionalização da exploração do gás e do petróleo no país. Com as medidas, o governo assumiu o controle acionário das duas refinarias da Petrobras e dos outros campos de produção de empresas estrangeiras como o hispano-argentina Repsol-YPF.

Apesar disso, Morales continuou sendo recebido com tapete vermelho e outras honrarias em Brasília.

RÁPIDAS

* Com os atrasos nos salários, diminui o interesse por candidatos em cursos que revisam matérias para exames de ingresso em funções do Estado.

* Em CPIs, senadores e deputados que falam demais não têm nada a dizer.

* A negociação para formar alianças faz lembrar um ditado: excesso de cortesia põe partidos em fria.

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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