Domingo, 07 de junho de 2026
Por Dartagnan da Silva Zanela | 25 de janeiro de 2025
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Certa feita, Roland Barthes havia dito que, no século XXI, os analfabetos não seriam apenas aqueles que não sabem ler, nem escrever, mas todo aquele que não sabe ler, escrever e interpretar imagens. Não apenas porque vivemos num mundo onde os canais de televisão, e as mídias digitais, estão praticamente presentes em todos os cantos e recantos da nossa vida (e, sem o menor recato, procuram emoldurar a nossa percepção dos acontecimentos), mas também, porque toda informação comunicada é formatada a partir de uma trama de intenções.
Intenções essas que, muitas vezes, desconhecemos; outras tantas, ignoramos e, em alguns casos, comungamos. Nos dois primeiros, cedo ou tarde, podemos corrigir nosso entendimento, quando procuramos nos nutrir com outras informações que podem ser contrapostas às primeiras, fazendo saltar, diante dos nossos olhos, as suas contradições.
Agora, quanto ao terceiro, esse é um trem pra lá de danado, porque, quando comungamos de algo, consciente ou não dos pressupostos do emissor, sempre acabamos ficando com um ponto cego em nosso horizonte de percepção.
Um bom exemplo disso foi a inauguração do novo mandato presidencial de Donald Trump, onde Elon Musk discursou e, ao final, visivelmente emocionado, pôs a mão direita no peito e moveu-a com força na direção do público como se estivesse jogando algo e, comovido, disse: “Meu coração está com vocês. É graças a vocês que o futuro da civilização está assegurado.”
Mas como a grande mídia noticiou isto nestas terras onde gorjeia a andorinha e o sabiá? Que ele havia feito uma saudação nazista.
É, quem só lê manchete acaba ficando sem informação.
Aliás, esse é um caso clássico daquilo que Leo Strauss chamou de “Reductio ad Hitlerum”, uma falácia que, em resumidas contas, procura estabelecer uma relação, qualquer relação, entre uma pessoa com a figura de Hitler e sua gangue, para desqualificá-lo, rotulando-o de forma infame como nazista.
Na dúvida, veja o vídeo e tire a conclusão que julgar mais apropriada sobre Elon Musk, mas não se fie naquilo que a grande mídia diz; não confiemos apenas naquilo que é apresentado por uma manchete sensacionalista, não permitamos que nosso entendimento seja tangido maliciosamente por pessoas, partidos e entidades que procedem dessa forma ultrajante, insultando a nossa inteligência e vilipendiando o bom senso.

(Dartagnan da Silva Zanela – professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “A Quadratura do Círculo Vicioso”, entre outros livros)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Parabéns, Dartagnan!
É exatamente isso que está ocorrendo no lado ocidental do planeta!
Se não gostam de alguém ou tem um certo ciúmes do sucesso alheio, buscam qualquer forma de desqualificar o “oponente”!
Mesmo que isso resulte na destruição de uma reputação, muitas vezes de forma covarde e injusta!
Através da sabedoria, o professor soube distinguir e interpretar o gesto do Elon Musk.
Parabéns!
Os globalistas e os esquerdistas são “campeões ” em manipulação de imagens, discursos e fatos. Criam factoides, narrativas e fake news e se utilizam de sofismas.
Maye Musk é mãe de Elon Musk
Os pais de Maye Musk — Joshua e Winnifred Haldeman — eram declaradamente nazistas. Chegaram a se filiar ao Partido Nazista (o alemão), no Canadá, onde moravam.
eram de extrema-direita e, por isso, decidiram trocar o Canadá, país de tradição democrática, pela África do Sul. Porque ambos eram simpáticos ao governo afrikâner, isto é, eram adeptos do Apartheid (perseguição implacável aos negros, os verdadeiros donos do país).