Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de agosto de 2017
Os Estados Unidos esperam encontrar uma “solução pacífica” e concertada com seus aliados na América Latina para a crise na Venezuela, afirmou o vice-presidente Mike Pence após reunir-se com o mandatário colombiano, Juan Manuel Santos. “O presidente (Donald Trump) tem confiança que, ao trabalhar com nossos aliados na América Latina, vamos poder conseguir uma solução pacífica para a crise enfrentada pelo povo venezuelano”, disse Pence através de um intérprete, na cidade de Cartagena, onde chegou no domingo (13).
Segundo o vice-presidente, Washington continuará empregando seu “poder político e econômico” contra o governo de Maduro até que a democracia na Venezuela seja restabelecida. “A Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Trump, os Estados Unidos não vão ficar quietos. Vamos continuar trabalhando com as nações do hemisfério até que se restaure a democracia para o povo venezuelano”, enfatizou.
Pence acrescentou que sua viagem a Colômbia, Argentina, Chile e Panamá busca precisamente reunir esforços para “conseguir a restauração da democracia da Venezuela por meios pacíficos”. Durante a reunião, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu a Pence, que desconsidere uma eventual “intervenção militar” na Venezuela, após a advertência lançada nesse sentido pelo presidente Donald Trump.
“Expressei ao vice-presidente Pence que a possibilidade de uma intervenção militar não deve ser contemplada. Nem a Colômbia nem a América Latina –do sul do Rio Grande até a Patagônia, poderiam estar de acordo”, disse Santos em uma declaração à imprensa com o líder americano.
Mercosul
O bloco sul-americano Mercosul rejeitou a utilização de força militar na Venezuela, um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no país. A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Argentina, segundo a Reuters.
A Venezuela, que já estava suspensa do Mercosul desde dezembro por descumprir obrigações com as quais se comprometeu em 2012, recebeu no sábado (5) uma nova sanção por “ruptura da ordem democrática”. Na sexta-feira (11), Donald Trump afirmou que considera muitas opções para a Venezuela, incluindo uma opção militar. “As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário”, disse o presidente em seu clube de golfe em Bedminster, onde está de férias. “Estamos em todo o mundo, e temos tropas em todo o mundo, em lugares que são muito longe. A Venezuela não está tão longe”, disse.
De acordo com a agência Associated Press, a Venezuela condenou o discurso. O Pentágono afirmou que não recebeu nenhuma ordem da Casa Branca sobre a Venezuela, segundo a agência Reuters. No final de julho, os EUA lançaram sanções contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, congelando seus ativos no país, e o chamaram de ditador, um dia após a eleição da Assembleia Constituinte convocada por Maduro. O país também aplicou sanções a atuais e ex-funcionários da Venezuela com ligações à Constituinte.
Maduro, que antes já tinha dito para Trump “tirar suas mãos sujas” da Venezuela, afirmou no discurso que quer uma forte relação com os Estados Unidos, como a que tem a com a Rússia. “Senhor Donald Trump, aqui está a minha mão”, disse. (AG)
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