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Política O vice-presidente Hamilton Mourão admite concorrer ao Senado em 2022: “Está em estudo”

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Presidente do TSE questiona vice-presidente sobre apoio das Forças a uma quebra institucional; general afasta possibilidade.(Foto: Bruno Batista/VPR)

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (22) que estuda a possibilidade de concorrer ao Senado Federal após o fim do seu mandato. Ele descartou a opção de disputar a presidência da República em 2022, já que o presidente Jair Bolsonaro deve concorrer à reeleição.

“Hoje estou preparado para cumprir minha parte como vice-presidente do presidente Bolsonaro e acompanhá-lo até o final desse mandato”, comentou durante live promovida pelo programa Brasil em Questão nesta tarde. “Hoje não vejo nenhuma possibilidade de candidatura minha à Presidência, uma vez que o presidente Bolsonaro é candidato. Eu jamais irei concorrer contra ele”, disse.

Segundo Mourão, disputar a Presidência contra Bolsonaro é uma questão que está “fora dos seus preceitos éticos”. Afastado do presidente, que não o chama mais para reuniões, o vice-presidente sabe que não será escalado para compor a chapa da reeleição. Nos últimos dias, Mourão foi excluído até mesmo da preparação para a participação do Brasil na Cúpula do Clima, que ocorreu nesta quinta-feira, 22, e terá continuidade amanhã.

“Agora, pode ser que seja necessária a minha participação para concorrer ao Senado. Isso ainda está em estudo”, declarou. Essa não é a primeira vez que Mourão cogita competir por um posto no Senado. Em entrevista à Veja, no dia 30 de outubro, Mourão havia sinalizado que talvez pudesse concorrer para senador no futuro. Desde então, o vice vinha desconversando quando questionado sobre suas pretensões políticas.

“Na realidade, a linha de ação número um é terminar o mandato e partir daí retornar a minha vida, vamos dizer assim, de aposentado. Eu acho que já tenho uma contribuição aí de 50 anos para o nosso País. Eu acho que mereço um pouco de descanso”, comentou.

Desmatamento ilegal

Na segunda-feira (19), Mourão afirmou que o Brasil “não tem que ser mendigo” na busca por recursos para combater o desmatamento ilegal. Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão deu a declaração a três dias da Cúpula dos Líderes sobre o Clima.

Na entrevista de segunda, Mourão afirmou que financiamento externo pode auxiliar, mas que a tendência é de os outros países repassarem dinheiro se o Brasil apresentar bons resultados na área.

“A tendência sempre é essa [esperar resultado concreto], que eu vejo. E a gente não tem que ser mendigo nisso aí. Vamos colocar a coisa muito clara: temos as nossas responsabilidades. O Brasil é responsável só por 3% das emissões no mundo. Desses 3%, 40% é o desmatamento, ou seja, 1,2% do que se emite no mundo é responsabilidade do desmatamento nosso aqui. Tem que fazer nossa parte, dentro do Acordo de Paris”, declarou Mourão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do portal de notícias G1.

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