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Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2017
Segundo informações, as concessionárias da marca não recebem mais unidades do modelo e não é possível mais configurá-lo no site da montadora. Esta é a terceira vez – as outras duas foram em 1986 e 1996 – que o modelo, ou ao menos o nome Fusca, deixa o mercado nacional. Ele também foi vendido como New Beetle, no fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000.
Fusca de luxo
A atual geração do Fusca chegou ao mercado brasileiro no fim de 2012 e tinha apenas o icônico nome em comum com o seus antecessores. Obviamente, as linhas eram inspiradas nas tradicionais do Besouro, mas o principal apelo era esportivo. Ele foi vendido com o motor 2.0 TSI de 200 cv e opções de câmbio manual e automatizado de dupla embreagem. Antes de sair de linha, ele ficou ainda mais potente: entregava 211 cv de potência. Com esse propulsor, ele acelera de 0 a 100 km/h em 6,9 s e atinge a velocidade máxima de 224 km/h. Importado do México e com preço de mais de R$ 120 mil, ele era vendido com um generoso pacote de itens de série e em nada lembrava o acabamento espartano dos Fuscas feito no Brasil durante mais de 30 anos.
O fim da venda do Fusca faz parte da estratégia da Volkswagen de enxugar a linha. O Scirocco, outro modelo tradicional da maca, também saiu de linha nos mercados onde era comercializado. Além disso, os dois modelos ainda usavam a plataforma PQ 35, que deve sair de linha e dar lugar a lançamentos com a plataforma modular MQB, que já é utilizada pelo novo Polo, por exemplo. O foco da VW para seus novos produtos será em utilitários-esportivos, além de elétricos e híbridos, segmentos que estão mais aquecidos e representam o futuro a médio prazo.
Carros elétricos
A fabricante alemã anunciou um plano para investir mais de 34 bilhões de euros – o equivalente a cerca de 40 bilhões de dólares ou R$ 129 bilhões – ao longo dos próximos cinco anos, em novas tecnologias, para impulsionar sua meta de se tornar uma líder global dos carros elétricos. “Estamos reinventado o carro”, disse o CEO Matthias Mueller após uma reunião do conselho fiscal do grupo.
A maior parte dos gastos de 2018-2022 será destinada ao desenvolvimento de carros elétricos e híbridos, afirmou o grupo em nota, bem como em veículos autônomos, novos serviços de mobilidade, como lavagem de carros, e digitalização.
Como outros fabricantes tradicionais, a Volkswagen está mudando seu foco para os veículos mais verdes e inteligentes do futuro, correndo para alcançar a gigante tecnológica Tesla, que é pioneira na área.
A meta de carros com zero emissões é particularmente importante para a Volkswagen, a maior fabricante do mundo, que quer se afastar do escândalo de emissões de poluentes em carros a diesel. O Grupo Volkswagen, dono de 12 marcas, como Audi, Porsche e Skoda, anunciou em setembro planos de tornar toda sua frota elétrica até 2030 – prometendo versões totalmente elétricas ou híbridas de cerca de 300 modelos.
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