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Tecnologia O WhatsApp só vai permitir encaminhamentos de mensagens a 20 usuários de uma vez

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Na Índia, a restrição será maior, com o encaminhamento sendo permitido somente em cinco chats. (Foto: Reprodução)

O aplicativo de mensagens WhatsApp vai passar a ter um limite de destinatários para o encaminhamento de mensagens. Segundo a empresa, de propriedade do Facebook, o objetivo com isso é reduzir a disseminação de notícias falsas. A novidade foi anunciada pela empresa por meio de seu blog institucional.

O Whatsapp é a segunda maior rede social do planeta, com 1,5 bilhão de usuários. A plataforma perde apenas para o Facebook, com 2,2 bilhões de pessoas inscritas. No Brasil, são mais de 100 milhões de pessoas com o aplicativo.

Até antes da mudança, uma mensagem poderia ser repassada a até 250 chats(conversas, que podem ocorrer com pessoas ou grupos) de uma vez. Com a limitação, o número será de 20 chats quando alguém desejar encaminhar um texto recebido.

Na Índia, a restrição será maior, com o encaminhamento sendo permitido somente em cinco chats. Também haverá uma alteração na ferramenta de repasse, retirando a opção de perto das mensagens. O país registrou casos de linchamentos e assassinatos a partir de boatos disseminados pelo WhatsApp, o que colocou o aplicativo em questão e gerou debates em diversos países.

“Nós acreditamos que essas mudanças, que nós vamos continuar avaliando, vão ajudar a manter o WhatsaApp no sentido do que ele foi desenvolvido para ser: um aplicativo de mensagens privadas”, afirmou a empresa em seu blog.

O app vem sendo apontado por especialistas e autoridades como um dos canais mais potentes de difusão de notícias falsas. Entre os fatores que abririam espaço para esse tipo de prática estariam a facilidade de repassar as mensagens e a ausência de identificação desse tipo de procedimento, o que favoreceria uma lógica de mensagens sem autoria.

Para lidar com o segundo problema, na semana passada o WhatsApp já havia anunciado que as mensagens repassadas passariam a ser identificadas enquanto tal. “Esta indicação extra tornará conversas individuais e em grupo mais fáceis de serem seguidas”, argumentou a empresa em seu blog institucional.

Outras iniciativas

Esta não é a primeira iniciativa que o mensageiro toma para evitar a proliferação de notícias falsas pelo aplicativo. No começo do mês, o WhatsApp anunciou que irá oferecer 20 bolsas de US$ 50 mil (cerca de R$ 195 mil, em conversão direta) para estudos que busquem compreender o fenômeno e para encontrar alternativas sem afetar a privacidade dos usuários.

Outras medidas foram tomadas após o anúncio. Uma das atualizações mais recentes, disponibilizada em 10 de julho, está o rótulo que indica quando a mensagem é encaminhada ou não. Dessa forma, o remetente pode certificar se aquele conteúdo é de autoria de quem enviou ou não. Além disso, o WhatsApp testa uma forma de proteção contra links maliciosos, para evitar a proliferação de golpes, como o caso do PIS/Pasep, com 100 mil vítimas em menos de 24 horas.

Dicas de segurança

O WhatsApp também divulgou uma lista com sugestões para usuários se manterem mais seguros no mensageiro. Entre as dicas estão os ajustes de privacidade, bloqueio de usuários desconhecidos, a solicitação de dados da conta, limpeza de conversas, a desativação de recibos de leitura, a denúncia de mensagens de spam, sair do grupo e a verificação em duas etapas.

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