Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de agosto de 2015
A Construtora Odebrecht é sócia da OAS nos dois consórcios – Consórcio Rnest/Conest e Conpar – que venceram contratos da Petrobras, entre 2010 e 2011, no valor total de 7,06 bilhões de reais para obras nas refinarias Rnest (Abreu e Lima), em Pernambuco, e Repar (Getúlio Vargas), no Paraná. As contratações envolveram o pagamento de 70,6 milhões de reais em propinas à Diretoria de Abastecimento, comandada pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, segundo sentença de quarta-feira, da Justiça Federal, que condenou a até 16 anos de prisão executivos da OAS.
“Esclareça-se que o Consórcio Conest/Rnest é composto pela OAS e pela Odebrecht, cada uma com 50% do empreendimento”, registrou o juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, em primeiro grau, em sua sentença.
Na condenação de quarta-feira, os executivos foram imputados pelo pagamento de 29 milhões de reais em propina para a Diretoria de Abastecimento – cota do PP, no esquema de loteamento da Petrobras comandado pelo PT e PMDB. Sobre cada contrato, a diretoria comandada por Costa recebia 1%. O valor é parte da empreiteira nos 70 milhões de reais.
A Lava-Jato apurou que a OAS fez parte do cartel de empreiteiras que se apossou de contratos bilionários na Petrobras, entre 2004 e 2014. Moro aponta na sentença “quadro sistêmico de crimes”. A OAS é a segunda empreiteira condenada na Lava-Jato, dentro do grupo empresarial do esquema. Em 20 de julho, executivos ligados à Camargo Corrêa foram condenados também por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. (AE)
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