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Capa – Caderno 1 Oito pessoas foram presas em operação no combate ao crime de abigeato em Barra do Quaraí

A Operação Ponto Extremo cumpriu nove mandados de busca e apreensão. (Foto: Ascom PC)

A Polícia Civil, por meio da Decrab (Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato) de Bagé, deflagrou, nesta segunda-feira (23), no município de Barra do Quaraí, a Operação Ponto Extremo. A ação combate uma organização criminosa responsável por abigeato em propriedade rural, na própria Barra do Quaraí e Uruguaiana, Região da Fronteira do Estado.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e oito pessoas acabaram presas, quatro preventivamente por furto e quatro em flagrante. As autuações em flagrante ocorreram pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e receptação de carne de abigeato. Também foram apreendidas três armas de fogo e carne vinda de abigeato.

Segundo o delegado André Mendes, durante a investigação, foi identificada uma organização criminosa especializada em abigeato na forma de carneada, composta por pelo menos 11 pessoas, e que apenas em 2018 é suspeita de ser responsável por mais de 20 ocorrências. “Além de atuar nos municípios de Uruguaiana e Barra do Quaraí, o grupo também realizava furtos de gado no município uruguaio de Bella Unión”, salientou o delegado.

De acordo com o delegado Cristiano Ritta, os criminosos carneavam os animais no campo, sem as mínimas condições de higiene e em total desacordo com as normas legais, sendo a carne levada para Barra do Quaraí onde era comercializada. “Os investigados costumavam utilizar barcos e veículos para transportarem a carne do gado furtado, sendo o Rio Uruguai muito utilizado na rota”, explicou Ritta.

Apreensões anteriores

Em abril, a Polícia Civil apreendeu quase 2,5 toneladas de produtos impróprios para consumo em dois estabelecimentos comerciais em Viamão. A ação da 1° Delegacia de Polícia de Viamão ocorreu  com o objetivo de coibir crimes contra as relações de consumo. A carne e outros produtos foram encontrados em um supermercado e uma distribuidora de carnes fora das condições sanitárias minimamente exigíveis.

Segundo o delegado Eduardo Limberger do Amaral, os responsáveis pelos estabelecimentos foram presos em flagrante e conduzidos à delegacia para os procedimentos legais. As mercadorias impróprias para o consumo humano foram levadas para incineração pelos fiscais de vigilância sanitária que atestaram tecnicamente a inviabilidade de venda e/ou consumo daqueles produtos.

Ainda em abril, agentes da Força-Tarefa do Programa Segurança Alimentar apreenderam mais de quatro toneladas de alimentos impróprios para o consumo no município de Getúlio Vargas, na Região Noroeste do RS.

No Atacadão do Povo, foram recolhidas três toneladas e meia de produtos. A proprietária do estabelecimento foi presa por crimes contra as relações de consumo. Entre as principais irregularidades encontradas, estavam mercadorias com prazos de validade vencidos, alguns há cerca de um ano; embutidos e mais de 20 caixas de carnes apodrecidas; problemas de estrutura e higiene; falta de identificação de rotulagem e teias de aranha nas paredes.

 

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