Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Existe uma lona invisível cobrindo o prédio do senado em Brasília. Uma parcela considerável de eleitores brasileiros consegue ver a nova cobertura. Ou será que ela sempre esteve lá? Estou me referindo à lona do circo! Todo o roteiro definido, e os atores excitados se movimentam com desenvoltura filmando e fotografando sua participação na pantomima a fim de utilizar esses registros na próxima eleição.
Seria cômico caso não estivéssemos assistindo o ocaso da democracia que durou, poucas décadas. Como registrei aqui um brasilianista afirmou que 2016 será lembrado como o ano do fim da Nova República que surgiu após a ditadura militar. O presidente do senado Renan Calheiros ajuda a ter convicção de que o que está acontecendo hoje lá é um espetáculo circense: “Meu papel como presidente do Congresso é conversar com todos os atores, ajudar a dirimir dúvidas, levar informações. Com bom senso, com responsabilidade e equilíbrio, encaminhar o desfecho para a situação de impasse que está apavorando o Brasil”, afirmou.
A ainda presidenta eleita por mim e mais cinquenta e quatro milhões de brasileiros já limpou todas as gavetas do gabinete. Segundo se soube deverá exonerar todos os ministros e ficar pronta para deixar o Palácio do Planalto logo após o quadragésimo segundo voto.
Sua defesa continua e vai continuar a afirmar que não há base jurídica no processo, aponta golpe em curso e diz que vai judicializar o caso até o fim; o vice Michel Temer (PMDB) assume assim que for notificado da decisão; a votação será aberta no painel eletrônico. A ópera bufa segundo ato deverá durar mais de dezesseis horas. Os senadores poderão fazer discursos de dez minutos. A partir de então um governo ilegítimo assumirá o poder.
O novo velho governo vai enfrentar oposição e manifestações pipocarão de norte a sul. Para os líderes é importante saber o que os espera. Segundo o 247 cotado para o Ministério da Justiça de um governo Michel Temer (PMDB), o secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, classificou os protestos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na manhã de terça (10) de “atos de guerrilha”: “Eu não diria que foram manifestações. Foram atos que não configuram uma manifestação porque não tinham nada a pleitear. Tinham, sim, a atrapalhar a cidade”; segundo ele, os protestos são “fogo de palha”; “até porque o pequeno número de manifestantes demonstra isso, e, se eles se tornarem violentos, serão tratados como criminosos, não como manifestantes”, disse, em sinal de dura repressão num eventual governo Temer
Tudo poderia ser diferente se o STF agisse célere em busca de garantir a Justiça e o cumprimento da Constituição. O ministro Teori Zavascki será o relator do mandado de segurança, impetrado pela Advocacia-Geral da União no Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja suspensa a validade da autorização concedida pela Câmara dos Deputados para abertura de processo de impeachment por crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff. A escolha foi feita por sorteio. Como perguntar não ofende, pergunto: por que o dr. Zavascki não usou as ultimas horas mais de vinte para ler, meditar e decidir o pedido? Procrastinação é praticar Justiça?
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