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Rio Grande do Sul Operação do Ministério Público gaúcho desarticula rede nacional de lavagem de dinheiro: bloqueios totalizam R$ 180 milhões

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Ofensiva teve ações simultâneas em seis Estados e no Distrito Federal. (Foto: Divulgação/MPRS)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou nessa quinta-feira (16) a operação “Expansionista”, com ações simultâneas em seis Estados e no Distrito Federal. A ofensiva teve por finalidade desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e que acumulou cerca de R$ 180 milhões, agora bloqueados.

Ao longo da manhã foram cumpridas ao menos 30 ordens de busca e apreensão em 19 municípios. O saldo abrange os bloqueios de contas de 29 investigados e de seis empresas.

A investigação do MPRS havia identificado um núcleo financeiro sediado no Rio Grande do Sul e que abastecia empresas com recursos de origem ilícita, dissimulados por meio de operações bancárias. O esquema envolvia empresas sediadas fora do Estado, incluindo distribuidora de bebidas, prestadora de serviços administrativos e até uma malharia.

O promotor de Justiça José Eduardo Coelho Corsini, responsável pela investigação, destacou a complexidade da estrutura criminosa e os riscos que ela representa à estabilidade econômica e à confiança nas instituições.

No Rio Grande do Sul, as medidas foram cumpridas em Porto Alegre (inclusive na Cadeia Pública), Novo Hamburgo, Canoas, Sapucaia do Sul, Parobé e Taquara. A ação também ocorreu em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Bahia. O Ministério Público analisará o material recolhido e realizará mais diligências para identificar outros envolvidos e aprofundar o levantamento de dados sobre a extensão da rede criminosa.

Participaram dos trabalhos dessa quinta-feira agentes da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRS e de outras seis unidades da Federação. Policiais da Brigada Militar (BM) prestaram apoio. Na ofensiva em Goiania (GO) participou o promotor André Dal Molin, coordenador do Gaeco no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina

No dia anterior, o Gaeco-MPRS prestou apoio à operação Engrenagem, deflagrada pelo grupo correspondente em Santa Catarina. A ação também teve por objetivo desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Gravataí (Região Metropolitana de Porto Alegre).

A investigação identificou um esquema sofisticado de ocultação de recursos ilícitos, com uso de empresas de fachada, contas de terceiros e transações simuladas. Além de Gravataí, a operação foi realizada simultaneamente em municípios catarinenses como Palhoça, São José, Imbituba e Laguna.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 27 milhões. Foram recolhidos documentos, aparelhos eletrônicos e mídias digitais que serão analisados. “O trabalho conjunto entre o Gaeco dos dois Estados, junto com a 39ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, reforça a atuação coordenada das unidades do Ministério Público no enfrentamento à criminalidade organizada com atuação interestadual”, ressalta o órgão no Rio Grande do Sul.

(Marcello Campos)

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