Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de agosto de 2018
Em uma ação conjunta em todo o País, policiais civis prenderam 2.627 pessoas e apreenderam 341 adolescentes na sexta-feira, durante a Operação Cronos, ação policial que reuniu equipes da Polícia Civil de diversos estados brasileiros, com apoio do Ministério da Segurança Pública. Mais de 7,8 mil policiais civis cumpriram mandados de prisão em diversos Estados. O foco da ação eram os crimes de feminicídios e os homicídios.
De acordo com balanço nacional, 42 pessoas foram presas pela prática de feminicídio, 404 por homicídio, 289 por crimes relacionados à Lei Maria da Penha, 640 foram autuados em flagrante delito pelos delitos posse/porte irregular de arma de fogo, tráfico de drogas entre outros e outras 1.252 pessoas foram presas em decorrência de mandados de prisão expedidos por outros crimes.
O Chefe de Polícia do Estado do Rio Grande do Sul e presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis, delegado Emerson Wendt, informou, durante a ação, que o trabalho previa um esforço concentrado no combate ao feminicídio. “O que estamos fazendo hoje é um esforço concentrado no combate ao feminicídio”, disse o delegado. “Esse é o trabalho prioritário das polícias civis que têm procurado, nessa parte operacional, mostrar para a sociedade brasileira o quanto é importante a investigação criminal e o quanto ela pode ser efetiva no combate à criminalidade.”
A Operação Cronos é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. A ação foi definida em julho, durante reunião com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
Segundo o ministro, essa megaoperação é o exemplo, na prática, do funcionamento do Susp (Sistema Único de Segurança Pública) com a integração das polícias com o Ministério Público e o Poder Judiciário que, neste caso, tem o objetivo de combater a violência, especialmente o feminicídio.
As investigações também contaram com o apoio da coleta de material genético que deve chegar a um banco de dados até o fim do próximo ano com 130 mil DNAs coletados. “Quando ocorrer um estupro, um feminicídio, é possível fazer a comparação do material genético encontrado na cena do crime com os DNAs”, disse Jungmann. “Dá velocidade, precisão, e permite a elucidação de crimes.”
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, ao menos 162 pessoas foram presas durante o combate a homicídios e feminicídios. Entre os presos, está o suspeito de feminicídio e estupro de Francine Ribeiro, de 24 anos, em Santa Cruz do Sul. A jovem desapareceu no último dia 12 e foi encontrada morta no dia seguinte, nas proximidades do Lago Dourado, área turística do município.
Conforme balanço da Polícia Civil gaúcha, 50 prisões foram pela prática de homicídio, quatro por feminicídio, 22 por crimes relacionados à Lei Maria da Penha e 54 por crimes diversos. Ocorreram também 32 prisões em flagrante por crimes como tráfico e posse/porte irregular de arma de fogo.
Também foram apreendidas 39 armas e aproximadamente nove quilos de drogas. O efetivo de policiais civis utilizado durante a operação, no RS, foi 718. O nome da operação, Cronos, é uma referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime.