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Mundo Oponentes do uso da máscara exibem símbolo do Holocausto, nos Estados Unidos

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Os defensores do uso da Estrela amarela se comparam aos judeus oprimidos pelos nazistas. (Foto: Reprodução)

A votação sobre um projeto de lei que exige o uso de máscara contra a covid-19 espaços públicos internos e externos em grandes eventos no Alasca (EUA) tem dividido fortemente a população do Estado.

Os debates na Câmara estadual, em Anchorage, tem sido mais que acalorados. Na quarta-feira (29) quatro pessoas foram presas no parlamento por causa de um tumulto. Uma delas portava uma arma. Mas o maior destaque dos últimos dias tem sido o uso de Estrelas de Davi amarelas por opositores do uso da máscara.

O símbolo remete ao Holocausto, quando o regime nazista exigia que judeus usassem no uniforme Estrelas de Davi nos campos de concentração. Milhões foram mortos. Os defensores do uso da Estrela amarela se comparam aos judeus oprimidos pelos nazistas.

“Estamos indo pelo mesmo caminho. O que está acontecendo agora está tirando a nossa liberdade”, disse a manifestante Christine Hill, que imprimiu Estrelas amarela em casa e distribuiu na Câmara.

O prefeito de Anchorage, o republicano Dave Bronson, defendeu o uso da Estrela de Davi amarela, contou o “Anchorage Daily News”. O mandatário também se opõe ao projeto de lei, afirmando que “ele se baseia em uma ciência inconclusiva”.

O Alasca vive o maior pico de casos de covid-19 desde o início da pandemia, em março do ano passado.

Pastor preso

O pastor canadense Artur Pawlowski teve sua prisão decretada, na segunda-feira (27), por infringir uma série de medidas sanitárias contra a covid-19 . O homem, conhecido por declarações polêmicas e negacionistas, voltava para Calgary, cidade no Canadá, quando foi surpreendido por oficiais da Agência de Serviços de Fronteiras do país (CBSA, na sigla em inglês).

Segundo os agentes, ele teria desobedecido uma ordem judicial e não usou máscara de proteção. A legislação local prevê uma multa de US$ 50 para quem cometer a infração. Artur também é acusado de manter sua igreja aberta e realizar cultos presenciais mesmo em meio ao caráter emergencial da pandemia.

O religioso estava de passagem pelos Estados Unidos, há cerca de um mês, ministrando palestras antivacina juntamente com outras personalidades de extrema-direita, como o filho do ex-presidente Donald Trump, Eric.

Pawlowski publicou nas redes sociais um vídeo onde mostra o momento da própria prisão na pista do aeroporto. A advogada dele, Sarah Miller, contesta a apreensão e diz que as supostas violações teriam ocorrido antes do cliente viajar para os EUA.

Após sete horas de reclusão, o homem foi solto pela polícia. Entretanto, no dia 13 de outubro, Artur e seu irmão, Dawid Pawlowski, também conhecido por desrespeitar medidas restritivas, deverão ser sentenciados e receberão novas acusações nos tribunais.

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