Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2026
Integrantes do governo e políticos alinhados ao PT defenderam a decisão do ministro (foto) e falam em reestabelecimento de autonomia entre os Poderes
Foto: Rosinei Coutinho/STFParlamentares de oposição criticaram a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de reintegrar Andrei Rodrigues no comando da PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (9).
Na visão do grupo, a medida agrava a crise dentro da Corte e pode ser interpretada como uma afronta à ação anterior de afastamento determinada pelo ministro André Mendonça. Políticos alinhados ao governo, em contrapartida, falam em um reestabelecimento de autonomia entre os Poderes.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), criticou a decisão de Dino, que se deu após os ministros Luiz Fux e Nunes Marques chancelaram a decisão de Mendonça. Ainda na terça-feira (8), o plenário virtual extraordinário da Segunda Turma formou maioria para manter a deliberação, mas Gilmar Mendes pediu vista, suspendendo a conclusão do julgamento.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também fez críticas e chamou a situação de várzea: “Com Moraes enfraquecido, teve de apelar pro amigo comunista pra fazer essa lambança”. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) aponta que a única consequência real da decisão de Dino é “intensificar a desmoralização do presidente [Edson] Fachin”.
“Não vejo na decisão absolutamente nenhuma preocupação com a Justiça ou com o funcionamento de investigações policiais. Vejo apenas disputa pelo poder na corte e o esforço para proteger aliados internos como Moraes”, escreveu o senador nas redes sociais.
Em publicação nas redes sociais, o partido Novo disse que fez uma “forte mobilização” no Senado Federal para Dino não ocupar uma cadeira na Suprema Corte: “Nosso abaixo-assinado contra a indicação teve mais de 420 mil assinaturas. Não adiantou. Vivemos agora as consequências de ter um ministro terrivelmente soviético”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o atual ministro ao cargo em 2023.
A crítica do Novo acontece após a decisão de Mendonça, sobre o afastamento Andrei, usar como base um pedido do partido ao STF. Na solicitação, a legenda ressaltou as menções ao chefe da PF na investigação contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.
Posteriormente, o Novo divulgou nota oficial em que a legenda afirma ter legitimidade constitucional e política para defender o interesse público e fiscalizar aqueles que exercem funções de Estado.
“São fatos graves envolvendo a Polícia Federal e a utilização ilegítima de estruturas de Estado. Reintegrar Andrei ao cargo não apaga esses fatos, não responde às perguntas levantadas e muito menos encerra as investigações”, afirmou a sigla.
Manifestação de governistas
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou que a decisão de Flávio Dino restabelece a autonomia dos Poderes: “É inaceitável qualquer interferência indevida no processo eleitoral. A eleição de outubro não é sobre o STF. É sobre o futuro do Brasil”.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, alega que a nova deliberação sobre Andrei Rodrigues impede que as investigações sejam paralisadas: “André Mendonça tentou afastar o diretor-geral da PF justamente quando a investigação do Banco Master entra na reta final. A quem interessa parar tudo agora?”
Anielle Franco (PT-RJ), ex-ministra da Igualdade Racial do atual governo e candidata a deputada federal, fez uma comparação entre as decisões dos dois ministros do STF. “Dino argumentou que o Partido Novo não tinha legitimidade para pedir o afastamento e que a competência para julgar o caso seria do Plenário do STF, não a partir de uma decisão individual de André Mendonça. A diferença, né?”, escreveu.
Além disso, a liderança do PT na Câmara dos Deputados soltou uma nota nas redes sociais dizendo que o afastamento da cúpula da Polícia Federal atingiu o coração das investigações.
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Tem q criticar André Mendonça, que fez essa lambança, que voltem para universidade!
Mas é claro que a direita golpista fica contra DINO e a favor dos golpistas.
ministro COMUNISTA.
Agora todo Ministro que tomar uma decisão. Poderá ser derrubada por outro sem esperar o Plenário da Corte. Como esta EXTREMA ESQUERDA é burra.
🚨 PRA CIMA DELES DINO! Golpistas não passarão!
Que burro! Ele está acabando com a tua própria liberdade… Como é cego doutrinado!
Até a globolixo já largou a mão…
Acorda Alice!!
Kkk, Alice… Essa foi boa. Não adianta perder seu tempo… O painho deles pode estar com o dinheiro roub@do nas mãos que mesmo assim eles acreditam na inocência.
Alice encantada no país das maravilhas….