Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de outubro de 2015
A oposição traçou, na terça-feira, uma nova ofensiva para viabilizar o processo de impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff. As frentes foram definidas em reunião na casa de Carlos Sampaio (PSDB-SP), em Brasília. Os parlamentares irão a São Paulo nos próximos dias incluir no principal pedido de impedimento – elaborado pelos juristas Helio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal – a tese de que o governo manteve em 2015 irregularidades contábeis que levaram à reprovação das contas de 2014 pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
“Acreditamos, que já na semana que vem, o documento definitivo poderá ser apreciado pelo presidente da Câmara”, adiantou Sampaio. O plano de fazer um documento único é evitar futuros questionamentos da base aliada ao STF (Supremo Tribunal Federal). Nessa terça-feira, dois ministros da Corte – Teori Zavascki e Rosa Weber – barraram o roteiro proposto por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para apreciar o impedimento da chefe do Executivo.
A decisão de ambos os ministros derrubou pontos expostos por Cunha no Plenário, ao responder um questionamento formal (uma questão de ordem) do deputado Mendonça Filho (DEM-RN).
Entre os esclarecimentos, Cunha disse que o pedido de impeachment poderia ser um documento aditado (quando duas proposições semelhantes são aglutinadas em um só). Os despachos do Rosa e Zavascki preocuparam a ala de parlamentares que defende a queda de Dilma. Eles temem que a base aliada tente derrubar o pedido de impeachment sob argumento de que o aditamento foi um dos pontos autorizados por Cunha na resposta à questão de ordem feita por Mendonça Filho. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.