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Brasil “A oposição não existe para derrubar o governo”, disse Michel Temer

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(Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (12), em Boa Vista (RR), que oposição não deve existir para derrubar governos. Em discurso durante reunião para discutir soluções para o problema da entrada de venezuelanos no Estado de Roraima, ele afirmou que a função dos opositores deve ser ajudar os governantes a “acertar o rumo”.

“É importante a oposição, porque ela ajuda a governar. Oposição não existe para derrubar o governo”, declarou Temer. De acordo com ele, em geral, a ideia de oposição que se tem é política, e não jurídica. O presidente afirmou que a oposição serve para criticar as “demasias” de um governo, para que o “sujeito que está no governo vá olhar aquilo e acertar o rumo”.

Temer ressaltou a união de políticos da oposição em Roraima para encontrar soluções para o problema dos venezuelanos. E usou a declaração para dizer que sua ida ao Estado não teve motivações políticas. “Tenho mostrado ao longo desse um ano e seis meses que não tenho nenhuma preocupação politiqueira”, declarou, ressaltando que, se tivesse, não teria tomado “medidas radicais”, como o teto dos gastos públicos e as reformas do ensino médio e trabalhista.

O presidente citou também a reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso Nacional. Ele afirmou que a proposta não terá resultado para seu governo e visa impedir que haja uma grave crise no Estado, com corte de aposentadorias e salários de servidores. Segundo ele, as mudanças nas regras de aposentadoria são uma questão de Estado, e não de governo.

Em seu discurso, Temer fez ainda questão de ressaltar que os milhares de venezuelanos que estão entrando no Brasil e recebendo carteiras de identidade provisórias não terão direito de votar nas eleições de outubro. Só terão, disse, caso se naturalizem como brasileiros.

Imigrantes

Os imigrantes venezuelanos que estão no Estado fogem da fome, desemprego, hiperinflação e da instabilidade política no país governado por Nicolás Maduro. Três dos quatro abrigos do Estado estão lotados, há milhares de venezuelanos em situação de rua e muitos dividindo casas alugadas.

No dia 8, os ministros Torquato Jardim, Raul Jungman e Sergio Etchegoyen estiveram no Estado para buscar soluções para enfrentar a imigração. Eles também se reuniram com a governadora Suely Campos.

Em uma visita à praça Simón Bolivar, que está ocupada por mais de 300 venezuelanos recém-chegados a Roraima, o ministro da Defesa disse que a situação é preocupante: “choca muito”. Já são 40 mil, segundo as contas da prefeitura de Boa Vista, o que equivale a mais de 10% dos cerca de 330 mil habitantes da capital do Estado com menor índice populacional do Brasil.

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