Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
A afirmação da presidenta Dilma Rousseff defendendo o aumento de impostos para reequilibrar as contas do País desagradou a adversários e a aliados do governo, inclusive os do PT. Para a oposição, a mandatária deve procurar um plano B, já que, segundo eles, a proposta de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não prosperará no Congresso.
“Se ela imagina que conseguirá viabilizar o equilíbrio fiscal com a CPMF, é bom ela achar um plano B, porque o Congresso não aprovará essa recriação. O governo tem que cortar na carne, não jogar a conta para a população. Importante não deixar de lembrar que o discurso de hoje desmente a campanha política dela”, disse o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PB).
Parlamentares petistas defenderam a volta do imposto com alíquotas diferenciadas, taxando os mais ricos e isentando do pagamento as faixas menos favorecidas. Eles avaliaram, porém, que Dilma deveria apontar um horizonte positivo, ao invés de insistir em uma agenda negativa.
Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), a proposta de aumentar impostos, fazer uma reforma da Previdência e ampliar o ajuste fiscal mostra que Dilma está desconectada da realidade da população. (AG)
Os comentários estão desativados.