Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
Promessa de campanha de reeleição da presidenta Dilma Rousseff, a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida saiu do papel neste mês, um ano após o início do segundo mandato da petista, mas deixou fora a população que mais precisa do programa de habitação popular.
As contratações com as novas regras da terceira fase só começaram para as chamadas faixas 2 e 3, famílias com renda mensal de até 3,6 mil reais e 6,5 mil reais, respectivamente. Devido à frustração de recursos, não há previsão oficial de quando começarão as admissões para as famílias com remuneração até 1,8 mil reais mensais, pertencentes à chamada faixa 1 do programa.
Para esse público, o subsídio, com recursos do Orçamento Geral da União, poderá chegar até 95% do valor do imóvel. A promessa de construção de 3 milhões de moradias no segundo mandato foi usada durante a campanha eleitoral, mas o lançamento da iniciativa foi adiada várias vezes, principalmente em razão do ajuste fiscal em curso. A estimativa de 2016 do projeto caiu de 15,5 bilhões de reais para 6,9 bilhões de reais.
O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à Presidência, calcula que, para resolver o problema da falta de habitação no País, seria preciso construir 5,2 milhões de residências. Admite-se, nos bastidores, que o governo não cumprirá a promessa de edificar o volume de casas até 2018.
A novidade da terceira etapa, a criação de faixa intermediária, está emperrada, mas não só pela falta de receitas. Não há regulamentação do Ministério das Cidades quanto a forma de como se dará a seleção das famílias pelas prefeituras. (AE)
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