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Mundo Organização dos Estados Americanos exige que Venezuela publique atas das eleições

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Apesar da aprovação, o texto não deve ter efeito prático, uma vez que a Venezuela deixou a OEA em 2019.

Foto: Reprodução
A disputa eleitoral foi marcada por tensões e denúncias de fraude. (Foto: Reprodução)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolução exigindo que a Venezuela publique as atas com o resultado das eleições do fim de julho. Uma votação foi feita entre os membros da entidade na tarde desta sexta-feira (16). O texto também determina que o governo de Nicolás Maduro respeite o princípio da soberania popular, possibilitando a verificação imparcial dos resultados das eleições para garantir transparência e legitimidade ao pleito.

Apesar da aprovação, o texto não deve ter efeito prático, uma vez que a Venezuela deixou a OEA em 2019. Em janeiro daquele ano, o Conselho Permanente do órgão não reconheceu o regime de Maduro. A resolução votada nesta sexta-feira foi apresentada pelos Estados Unidos, com o apoio de Antígua e Barbuda, Argentina, Canadá, Chile, Equador, Guatemala, Paraguai, República Dominicana, Suriname e Uruguai.

Além da publicação das atas, a resolução pede para que a Venezuela respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais, sem represálias.

O texto insiste que o governo venezuelano deve agir com maior firmeza para garantir o direito de exercício de direitos políticos, sem “detenções e prisões arbitrárias”. Dezenas de pessoas foram detidas em protestos contra os resultados das eleições.

Além disso, a resolução:

  • reconhece a participação dos eleitores venezuelanos nas eleições de 28 de julho;
  • pede para que atores políticos e sociais, incluindo autoridades, se abstenham de condutas que prejudiquem uma saída pacífica para a crise;
  • pede para que o governo venezuelano proteja instituições diplomáticas, incluindo quem solicitar asilo em prédios como embaixadas e consulados;
  • solicita que as autoridades eleitorais preservem equipamentos usados nas eleições, incluindo os resultados impressos.

As eleições na Venezuela terminaram com o Conselho Eleitoral Nacional declarando Nicolás Maduro vencedor do pleito. Entretanto, a oposição afirma que o candidato Edmundo González venceu por ampla vantagem, com base em dados das atas impressas pelas urnas. A OEA não reconheceu o resultado e publicou um relatório feito por observadores afirmando haver indícios de que o governo Maduro distorceu o resultado.

No ano passado, Maduro afirmou que a Venezuela deixou a OEA “para nunca mais voltar”. Ainda nesta sexta-feira, um grupo composto por Estados Unidos, União Europeia e mais 21 países publicou uma declaração conjunta para pedir a divulgação das atas eleitorais pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano. Os países exigiram uma verificação imparcial e independente dos resultados apresentados pelo CNE, alinhado a Maduro. A Suprema Corte venezuelana, também alinhada ao governo, está fazendo uma auditoria da eleição, a prática, no entanto, é considerada uma tentativa do presidente de dar um verniz legal ao resultado.

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6 Comentários
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Jorge Bender
16 de agosto de 2024 23:59

Me pergunto! Como uma pessoa pode ser tão ridícula e bizarra assim.

Vanderlei Ochoa
16 de agosto de 2024 21:58

Tudo pela maior jazida de petróleo do mundo. Esses cara…

Vanderlei Ochoa
16 de agosto de 2024 22:05

Aqui no Brasil, ficamos de 1964 a 1985 embaxo das patas da direita golpista. Lutamos e negociamos nossa DEMOCRACIA. Os patas dura não queriam largar o osso, mas como são incompetentes e corruptos , tiveram que entregar. Tentaram novamente um golpe e se deram mal. Ainda bem.

Apolônio Chuwats
17 de agosto de 2024 10:34

Só sairá se for a força, a pau ou a bala, o mundo agradeceria se esse vagbundo , assassino fosse abatido não existe Direitos Humanos e Democracia para vadios como esse.

Fernando Krause
17 de agosto de 2024 10:49

O “democrático” cumpanhero DITADOR de estimação do lulopetismo não quer deixar o poder, exatamente como faz a extrema esquerda brasileira…

Vanderlei Ochoa
17 de agosto de 2024 11:42

Engraçado. Aqui ninguém se preocupa com o povo haitianos, africano, da faixa de gaze que estão morrendo que nem moscas.

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