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Mundo Organização Mundial da Saúde fala em risco real de pandemia de coronavírus

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ghebreyesus alertou que a palavra pandemia deve ser utilizada com "muita responsabilidade" para não gerar pânico generalizado. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou nesta segunda-feira (9), que o risco de uma pandemia é real, após o novo coronavírus ser registrado em mais de cem países e mais de cem mil pessoas terem sido contaminadas.

“É certamente perturbador que tantas pessoas em tantos países tenham sido afetadas tão rapidamente. Agora que o vírus está presente em tantos países, a ameaça de uma pandemia se tornou real. Mas seria a primeira pandemia na história que poderia ser controlada. Não estamos à mercê deste vírus”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“A grande vantagem que temos é que as decisões que todos tomamos, como governos, negócios, comunidades, famílias e indivíduos podem influenciar a trajetória dessa epidemia. Precisamos lembrar que, com uma ação decisiva e rápida, podemos desacelerar o coronavírus e prevenir infecções. Entre aqueles que estão infectados, a maioria vai se recuperar”, afirmou.

Segundo o diretor-geral, na China, entre 80 mil casos reportados, mais de 70% das pessoas se recuperaram.

O diretor-geral da OMS também afirmou que o número total de casos e de países onde ocorre a covid-19 não conta a história completa. “De todos os casos reportados globalmente até agora, 93% estão em apenas quatro países”, disse, referindo-se a China, Coreia do Sul, Itália e Irã.

O acompanhamento em tempo real que vem sendo feito pela OMS apontava até as 14h desta segunda a ocorrência da doença em 105 países, 110.029 casos confirmados e 3.817 mortes.

O diretor-executivo do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, explicou que é momento de parar para pensar se trata-se de uma pandemia. Ele explicou que não existe uma regra clara para definir uma pandemia e que há uma preocupação em como governantes vão reagir a isso.

Conforme a OMS, a China tem 80.904 casos; a Coreia do Sul, 7.382; a Itália, 7.375; o Irã, 6.566; a França, 1.116 e a Alemanha, 1.112. A Espanha, que mais que dobrou o número de casos em 24 horas, já aponta 999 casos, podendo em breve passar a barreira dos mil casos.

Ryan comentou que a estratégia da Itália de proibir viagens. Segundo ele, a medida serve para dar tempo para outras regiões do país se prepararem para receber casos, e não é exatamente para evitar expansão de casos na zona vermelha, que envolve a Lombardia e mais 14 províncias, que entraram em quarentena na madrugada de domingo. A intenção é de que o atendimento de saúde possa se concentrar lá.

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