Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2021
A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta quinta-feira (28) um novo plano para combater a pandemia de covid-19 em países menos desenvolvidos e pediu 23,4 bilhões de dólares nos próximos 12 meses para financiar a estratégia.
A parceria das principais agências de saúde do mundo, “o acelerador ACT, precisa de US$ 23,4 bilhões para ajudar os países com mais risco a proteger e implantar as ferramentas de luta contra a covid-19 a partir de agora e até setembro de 2022”, diz a OMS em um comunicado.
Segundo a organização, a quantia trata-se de uma pequena cifra em comparação com os trilhões de dólares de perdas econômicas devido à pandemia e o custo dos planos de recuperação.
“O acesso não equitativo aos testes de covid-19, aos tratamentos e às vacinas prolonga a pandemia no mundo inteiro e apresenta o risco de surgimento de novas variantes, mais perigosas, que poderiam escapar dos meios de lutas contra a doença”, destaca a nota.
Para o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a emergência sanitária, que já provocou a morte de quase 5 milhões de pessoas desde que surgiu na China no fim de 2019, “está longe de acabar”.
“Até o momento apenas 0,4% dos testes e 0,5% das vacinas aplicadas no mundo inteiro foram administrados nos países de baixa renda, apesar do fato de que representam 9% da população”, enfatiza o texto.
A OMS ainda ressalta que “estamos em um momento decisivo, que exige uma liderança decisiva para conseguir que o mundo se torne mais seguro”.
Países africanos
Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (28), a OMS prevê que apenas 5 dos 54 países africanos devem conseguir alcançar a meta de vacinar totalmente 40% de sua população até o fim do ano. O número representa menos de 10% dos países do continente.
Até agora, apenas 3 países africanos – Ilhas Seychelles, Maurício e Marrocos – já cumpriram a meta, definida em maio pela Assembleia Mundial da Saúde, o órgão mais alto de definição de políticas de saúde do mundo. No ritmo atual, apenas mais dois países – Tunísia e Cabo Verde – conseguirão atingir o objetivo.
No ritmo atual, a África ainda enfrenta um déficit de 275 milhões de vacinas da covid-19 em relação à meta de finalizar o ano com 40% da população totalmente vacinada. Até agora, o continente vacinou totalmente 77 milhões de pessoas, apenas 6% de sua população.
Em comparação, mais de 70% dos países de alta renda já vacinaram mais de 40% de sua população. No Brasil, o percentual de pessoas totalmente vacinadas é de 53%. As informações são da agência de notícias Ansa e do portal de notícias G1.
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