Segunda-feira, 06 de Julho de 2020

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Saúde Organização Mundial da Saúde revê recomendações sobre uso e segurança de máscaras

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OMS agora aconselha a utilização das máscaras em estabelecimentos públicos cheios.

Foto: Reprodução
OMS agora aconselha a utilização das máscaras em estabelecimentos públicos cheios. (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas recomendações sobre o papel de máscaras de proteção na pandemia do coronavírus. Para conter os contágios, ela agora aconselha a utilização em estabelecimentos públicos cheios.

A indicação também vale, em geral, para onde seja difícil manter o distanciamento social. O secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, deu como exemplo os transportes públicos e outros lugares fechados e intensamente frequentados.

“Em todos os locais do espaço público onde podem ocorrer transmissões, além disso, aconselhamos os maiores de 60 anos ou com doenças prévias a usarem uma máscara médica”, acrescentou Tedros, de Genebra.

Até o momento o posicionamento da OMS era que a proteção da boca e nariz só fazia sentido para quem cuidasse de enfermos, não sendo recomendado seu uso em massa. As novas diretrizes da OMS se aplicam também à forma de fabricação de máscaras não médicas, de tecido, as quais devem ter pelo menos duas camadas de materiais diferentes.

Ao mesmo tempo, a organização desaconselha que se confie exclusivamente nas máscaras, as quais são apenas uma entre diversas medidas de precaução, não substituindo o distanciamento nem a higiene manual. Quem toca sua máscara com mãos sujas pode contaminá-la, até mesmo elevando o risco de infecção: “Máscaras podem também transmitir uma sensação de falsa segurança”, frisou Tedros.

Além disso, devem-se isolar consequentemente os pacientes, localizar com quem tiveram contato e testar os casos suspeitos. Segundo o chefe da OMS, “para todos os países, essa é a melhor defesa contra a covid-19”.

Até a manhã deste sábado (6), há mais de 6,7 milhões de infecções confirmadas com o coronavírus Sars-cov-2 em todo o mundo. O Brasil ocupa o segundo lugar, depois dos Estados Unidos, com quase 615 mil casos, além de ser o terceiro em número de óbitos (34 mil), de um total global de 395 mil. Na Alemanha estão registrados mais de 185 mil casos e quase 8.700 mortes. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.

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