Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020

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Capa – Caderno 1 Os acidentes domésticos ou escolares são, atualmente, responsáveis por cerca de 6 mil mortes de crianças por ano no Brasil

Os gastos anuais do governo brasileiro com tratamento e reabilitação vão muito além do investimento com prevenção. (Foto: Reprodução)

Dados disponibilizados apontam que os acidentes domésticos e/ou escolares são, atualmente, responsáveis por cerca de 6 mil mortes de crianças por ano no Brasil, na faixa etária até os 14 anos, e mais de 140 mil admissões hospitalares, o que gera grande preocupação para a saúde pública.

Os gastos anuais do governo brasileiro com tratamento e reabilitação vão muito além do investimento com prevenção. Diante da realidade exposta, percebe-se que são escassas as atividades dessa natureza.

Ações preventivas

Atenta a isto e com o objetivo de ensinar a Comunidade Escolar ações preventivas em primeiros socorros que contribuam para a diminuição dos altos índices de sequelas e mortalidade infantil gerados por socorro inadequado ou a falta deste, a Cruz Vermelha Brasileira – RS, por meio de seu Departamento de Socorro e Desastres, está desenvolvendo o Projeto SOS Infância.

Através de uma estratégia de intervenção de cunho educativo sobre medidas de prevenção e correto manejo diante de situações de risco, diminuindo inclusive o impacto social financeiro e familiar gerado, o projeto prevê a capacitação de professores e alunos, através de oficinas práticas educativas e informativas, utilizando uma didática pedagogicamente pensada para o público escolar.

“Acreditamos que este seja um trabalho relevante, porque uma vida não é apenas um número, mas sim um filho, um irmão, um neto”, afirma o Presidente da CVB-RS, Manoel Garcia Júnior.

Inclusão nas escolas

Conforme a idealizadora e coordenadora do Projeto SOS Infância, voluntária da CVB-RS, Karen Ziege, o objetivo principal é a inclusão de Primeiros Socorros no currículo escolar. “Este conhecimento não deve ficar restrito aos profissionais da área da Saúde, mas ser difundido entre a população em geral. Penetrar no âmbito escolar é uma inovação necessária”, afirma.

Funcionária do Samu, em Porto Alegre, ela relata que a maioria dos atendimentos a crianças na capital se dá por motivo de acidentes domésticos e escolares, e este número vem crescendo exponencialmente.
Alto índice – “O maior índice de mortalidade infantil é em função de acidentes domésticos e/ou escolares, dos quais 90% poderiam ser evitados com medidas preventivas e educativas”, avalia Karen Ziege.

Entendendo o projeto

O Projeto SOS Infância é direcionado a professores e crianças com idade entre 5 e 12 anos. Além da implementação em currículo escolar, visa atender qualquer instituição de ensino que acolha crianças nesta faixa etária, como Organizações Não Governamentais, abrigos entre outros.

Num primeiro momento, serão capacitados professores, instrutores e monitores de modo a serem multiplicadores deste conhecimento, e posteriormente, os alunos. Serão realizadas oficinas de Primeiros Socorros com aplicação de conteúdo pedagogicamente pensado e adaptado especialmente para o público infantil.

Adaptações

O trabalho será adaptado pensando no melhor aproveitamento das crianças, respeitando sua capacidade de absorção da mensagem. Com os menores, obviamente, se dará de forma lúdica, através de oficinas de teatro, por exemplo. Já com as crianças de idade entre 8 e 12 anos, será abordado conteúdo bem mais específico, trazendo uma realidade ainda mais próxima do que seja este atendimento.

“Nosso trabalho começa com os pequenos, explicando o porquê de eles não poderem subir em móveis, como armários, prateleiras, o cuidado que devem ter com o trânsito quando estão na rua, para evitar atropelamento, brincadeiras com materiais como tesouras e facas”, esclarece a coordenadora.

Lançamento

O Projeto SOS Infância está sendo implantado ao longo de 2018 e 2019. Seu lançamento aconteceu no dia 12/05, juntamente com a Campanha Maternidade Solidária, em atividade realizada para mães e gestantes, na sede da Cruz Vermelha Brasileira – RS.

“Queremos acabar com o preconceito que muitas pessoas tem de que Primeiros Socorros seja algo exclusivo pra área da Saúde. A pessoa não precisa saber fazer um socorro com as técnicas mais adequadas, mas o fato de saber o que NÃO deve fazer para não agravar alguma possível lesão já faz diferença. Nosso trabalho é focado, principalmente, na prevenção. Prevenção de acidente e de análise de cena, de riscos que o local pode oferecer para a criança e também para os adultos”, finaliza a coordenadora do projeto.

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