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Por Redação O Sul | 9 de abril de 2020
Na semana passada, 6,6 milhões de americanos deram entrada no pedido de seguro-desemprego, informou nesta quinta-feira o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. Em apenas três semanas, o total chegou a 16,8 milhões, ou mais de 10% da força de trabalho do país, que é de 151 milhões. Pouco após a divulgação dos números, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) anunciou um pacote de socorro avaliado em US$ 2,3 trilhões.
A perda de emprego é reflexo direto da paralisação da economia em vários estados americanos, em razão das medidas de isolamento social adotadas para conter a disseminação do novo coronavírus.
“Esses números ruins sugerem que haverá um outro recorde na taxa de desemprego em abril”, disse Beth Ann Bovino, economista-chefe dos EUA na S&P Global Ratings à agência Reuters. “Os Estados Unidos estão agora em recessão e, como parece se aprofundar, a questão é quanto tempo levará até que o país se recupere.”
Em relação aos setores da economia americana, os pedidos de seguro-desemprego cresceram mais no setor de serviços, principalmente com a perda de postos em bares e restaurantes.
O resultado da última semana representa o segundo maior número de pedidos ao seguro-desemprego na História americana desde quando o Departamento do Trabalho começou a compilar estes dados, em 1967.
O recorde ficou com o número de duas semanas atrás, quando 6,9 milhões de pessoas fizeram o pedido, de acordo com os dados revisados.
As solicitações continuadas, que contabilizam os trabalhadores desempregados há mais de uma semana, atingiram o total de 7,5 milhões. As informações são do jornal O Globo.
O governo informou na sexta-feira passada que a economia fechou 701 mil vagas em março. Essa foi a maior perda de empregos desde a Grande Depressão e encerrou o mais longo boom de trabalho na história dos EUA, que começou no final de 2010.
Com mais de 95% dos norte-americanos respondendo às ordens de permanecerem em casa, os escritórios de emprego continuam a relatar uma quantidade grande de pedidos.
“O mercado de trabalho entrou em um período traumático”, disse Gregory Daco, economista-chefe da Oxford Economics. “Projetamos que a taxa de desemprego vai saltar para 14% em abril.” As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.
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