Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Mundo Os automóveis Mercedes têm este nome em homenagem a uma menina

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Modelos da Daimler foram rebatizados de Mercédès em homenagem a filha de um cônsul austríaco. (Foto: Divulgação)

Há 120 anos, em abril de 1900, o austríaco Emil Jellinek batizou de Mercédès os carros que comprara da alemã Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG). Em tradução livre: Empresa de Motores Daimler. A nova marca, nome de sua primeira filha, foi registrada em 1902. Com a fusão da Daimler com a Benz, em 1926, surgiu uma das mais prestigiadas fabricantes de veículos do mundo; a única com nome de mulher.

Embora a história mais aceita é a de que Jellinek quis homenagear a garota, há controvérsias. Há quem diga que o então cônsul geral do Império Austro-Húngaro na França quis evitar problemas judiciais. Jellinek morava com a família em Nice, na Riviera Francesa, quando encomendou carros da fabricante alemã para participar de corridas. O problema é que, com a morte de Gottlieb Daimler, sócio de Wilhelm Maybach na DMG, em março de 1900, a companhia pôs à venda o nome comercial “Daimler”.

Para evitar dores de cabeça, Jellinek mudou os nomes dos carros da Daimler para Mercedes. O primeiro veículo a ostentar a nova marca foi o Mercedes 35 PS, que participou da Semana de Corrida de Nice, em 1901. Por outro lado, é notório que Jellinek batizou várias propriedades, inclusive mansões, com o nome da filha e ficou conhecido como “Senhor Mercedes”. Em julho de 1903, ele recebeu autorização para mudar seu nome para Emil Jellinek-Mercédès. “Provavelmente é a primeira vez que um pai adota o nome de sua filha”, disse o empresário ao celebrar a decisão.

Uma das cláusulas do contrato entre o cônsul e a DMG previa que os motores dos carros fossem chamados de Daimler-Mercedes. Essa foi a primeira vez que a empresa utilizou formalmente o nome Mercedes.

Sucesso

O fato é que o Mercedes 35 PS fez um grande sucesso – não necessariamente por causa do nome. O modelo é considerado o protótipo do automóvel moderno. Segundo informações da Mercedes-Benz, o carro tinha “arquitetura progressiva e se tornou um modelo para toda a indústria automobilística.”

“Entramos na era da Mercedes”, disse Paul Meyan, então secretário-geral do Automobile Club of France, que organizou a a Semana de Corrida de Nice, logo após a estreia do modelo. De olho nos bons resultados na França, a DMG transformou o Mercedes 35 PS em um carro familiar ao instalar dois bancos na parte traseira. O sucesso foi tão grande que as linhas de produção da DMG tinham de funcionar com capacidade total para atender à demanda.

A sigla PS é a abreviatura da palavra alemã “pferdestärke” (cavalo-força) e refere-se à potência gerada pelo motor, no caso de 35 cv (de cavalo-vapor, termo utilizado no Brasil). O quatro-cilindros de 2,1 litros era derivado do utilizado no Daimler Phönix, de 1898 – primeiro veículo dotado desse tipo de propulsor no mundo e que também foi encomendado por Jellinek.

O Mercedes 35 PS tinha ótimos 2,35 metros de distância entre os eixos. Para comparação, são apenas 12 cm a menos que o de um Volkswagen Gol. O motor era montado sobre o eixo dianteiro e ficava muito próximo ao chão. As rodas, feitas de madeira e calçadas com pneus de borracha maciça, eram fixas.

Havia dois sistemas de freio. O principal era acionado manualmente e atuava nas rodas de trás – o outro era pelo pé. O sistema secundário tinha corrente e era arrefecido a água. Embora o quatro-cilindros ficasse na frente, o torque (força) era enviado às rodas traseiras por meio de corrente. A alavanca do câmbio de quatro marchas à frente e uma para trás ficava à direita do motorista.

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