Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de janeiro de 2018
O Departamento de Justiça norte-americano e a Securities and Exchange Commission (SEC, o órgão regulador do mercado financeiro dos EUA) estão investigando se a Apple violou leis de segurança a respeito das revelações sobre uma atualização de software que causava lentidão em modelos mais antigos de iPhone, contaram à Bloomberg News pessoas com conhecimento do assunto.
O governo pediu informações à empresa, de acordo com essas fontes. A investigação está em estágio inicial, eles alertaram, e ainda é muito cedo para concluir se qualquer medida prática será tomada a esse respeito.
Um porta-voz da SEC não quis comentar o caso quando procurado pela Bloomberg. Já a Apple não respondeu ao pedido de comentário da agência de notícias.
A notícia vem no momento em que as ações da Apple estão sob pressão em função de temores sobre vendas abaixo do esperado do iPhone X às vésperas da divulgação do balanço trimestral da companhia norte-americana – que acontece nesta quinta-feira (1°).
Há semanas, a empresa admitiu desacelerar o desempenho de iPhones mais antigos para fazer com que a bateria deles dure mais.
No início do ano passado, a Apple liberou uma atualização que comprometia a velocidade dos modelos com mais idade, mas não divulgou essa informação sobre a lentidão dos dispositivos. Em dezembro, ela se desculpou por não comunicar essa consequência claramente e prometeu uma nova atualização que resolva o problema.
Protestos
A empresa enfrentou protestos depois de confirmar que seu software limitava a velocidade de alguns iPhones dotados de baterias mais antigas, a fim de preservar a carga. A reação negativa resultou no um raro pedido de desculpas.
A Apple também ofereceu desconto na troca de baterias às pessoas cujos modelos foram afetados pelo software (modelos de iPhone 6, 6s, 6 SE e 7). No Brasil, a companhia reduziu em R$ 300 o preço da bateria, de R$ 449 para R$ 149.
Incidente
No dia 9 deste mês, a bateria superaquecida de um iPhone deixou oito pessoas feridas sem gravidade e levou à evacuação de uma loja da Apple em Zurique, na Suíça, informou a polícia do país europeu. De acordo com a investigação, um cliente entrou apressadamente na loja, localizada na principal artéria comercial de Zurique, “devido a uma bateria superaquecida que liberava fumaça”.
Conforme o registro do caso, o funcionário que tentou remover a bateria sofreu “queimaduras leves” nas mãos, e outras sete pessoas tiveram que ser tratadas no local. Os danos foram limitados graças à equipe do estabelecimento comercial, que derramou areia de quartzo na bateria para conter a fumaça.
Os cerca de 50 clientes e funcionários que estavam no ponto de venda foram retirados. Especialistas do Instituto Forense de Zurique receberam o dispositivo para tentar determinar os motivos do incidente. Ainda não há uma data prevista para a divulgação de um relatório conclusivo.
Os comentários estão desativados.