Terça-feira, 28 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Light Rain with Thunder

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Os funcionários de Donald Trump que tiveram os vistos negados pelo governo Lula

Compartilhe esta notícia:

Os oficiais americanos Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, do Departamento de Estado, foram citados em reportagem.

Foto: Dep. EUA/Divulgação
Os oficiais americanos Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, do Departamento de Estado, foram citados em reportagem. (Foto: Dep. EUA/Divulgação)

Os nomes de Riley M. Barnes e Samuel Samson eram praticamente desconhecidos do público brasileiro até a última semana. Os dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos passaram ao centro de uma crise diplomática entre Brasília e Washington depois que o governo brasileiro negou os vistos solicitados para uma missão oficial ao país. A viagem estava prevista para ocorrer poucos meses antes das eleições presidenciais e acabou cancelada após a decisão do Itamaraty. A informação foi revelada inicialmente pelo The Washington Post e confirmada pela Reuters.

Barnes ocupa o cargo de secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (Bureau of Democracy, Human Rights and Labor – DRL), uma das principais áreas do Departamento de Estado responsável por formular políticas relacionadas à promoção da democracia, defesa dos direitos humanos, liberdade religiosa e liberdade de expressão. O órgão também acompanha processos eleitorais em diferentes regiões do mundo e mantém interlocução frequente com governos, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil.

Samuel Samson atua como secretário-assistente adjunto da mesma divisão. Embora ocupe um posto hierarquicamente inferior ao de Barnes, participa da formulação e da execução das iniciativas conduzidas pelo DRL e acompanha missões diplomáticas voltadas ao fortalecimento institucional e ao monitoramento de temas ligados às liberdades civis. Ambos fazem parte da equipe do secretário de Estado Marco Rubio e integram a política externa do presidente Donald Trump para assuntos relacionados à democracia e aos direitos fundamentais.

Segundo informações obtidas pela Reuters junto a autoridades americanas e brasileiras, Barnes e Samson desembarcariam em Brasília para uma série de reuniões com representantes do governo federal, parlamentares, lideranças religiosas e integrantes de organizações da sociedade civil. A programação previa discussões sobre liberdade religiosa, liberdade de expressão, direitos humanos e democracia, temas que tradicionalmente fazem parte da agenda internacional conduzida pelo Departamento de Estado.

A visita, porém, passou a ser analisada com cautela pelo governo brasileiro diante de relatos de que os enviados também pretendiam abordar questões relacionadas à integridade do sistema eleitoral. Integrantes do Palácio do Planalto interpretaram essa possibilidade como uma eventual tentativa de abrir espaço para questionamentos sobre o processo eleitoral brasileiro em um momento de intensa disputa política.

Com base nessa avaliação, o Ministério das Relações Exteriores decidiu negar os pedidos de visto apresentados pelos dois diplomatas. Embora o Itamaraty não tenha divulgado oficialmente os fundamentos da decisão, autoridades afirmaram que a medida buscou evitar qualquer situação que pudesse ser interpretada como ingerência estrangeira durante a campanha eleitoral.

Após a repercussão do caso, o Departamento de Estado contestou a versão apresentada pelo governo brasileiro. Em nota, um porta-voz afirmou que Barnes e Samson realizariam uma missão diplomática de rotina, semelhante às desenvolvidas em outros países, e negou que a agenda tivesse como objetivo questionar a segurança das urnas eletrônicas ou influenciar a eleição presidencial.

“O Departamento de Estado realiza regularmente esse tipo de missão ao redor do mundo. Qualquer alegação de que se tratava de uma tentativa de interferir nas eleições de uma democracia parceira é uma mentira infundada”, afirmou o governo norte-americano.

O episódio ampliou o desgaste entre Brasília e Washington em um momento de relações já marcadas por divergências comerciais e políticas. Além de disputas em torno das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, os dois governos também têm trocado críticas sobre temas ligados à democracia, liberdade de expressão e condução do processo eleitoral. Nesse contexto, Barnes e Samson deixaram de ser apenas dois integrantes da diplomacia norte-americana e passaram a simbolizar mais um ponto de atrito entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Eloa Gute
27 de julho de 2026 22:43

Bem feito…

As respostas dos Estados Unidos após o governo Lula negar vistos a dois funcionários deles
Brasil poderá enfrentar déficit de motoristas profissionais nos próximos cinco anos caso não aumente o número de pessoas habilitadas; alerta é do ministro dos Transportes
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x