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Brasil Os funcionários dos Correios aprovaram a continuidade da greve nacional da categoria

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Iniciativa é o primeiro passo para a privatização da estatal. (Foto: Agência Brasil)

Funcionários dos Correios de todo o País aprovaram a continuidade da greve deflagrada no último dia 17. Em assembleias virtuais realizadas por diversos sindicatos, os trabalhadores decidiram manter a paralisação para pressionar pela manutenção de cláusulas do acordo coletivo da categoria.

A informação foi divulgada pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), que reúne os sindicatos de São Paulo, Rio, Bauru, Tocantins e Maranhão. Segundo a entidade, a federação representa 50% do efetivo nacional e 60% do fluxo postal nacional.

Na reunião realizada pelo sindicato de São Paulo, 1.812 trabalhadores aprovaram a continuidade da greve, dois se abstiveram e quatro votaram não. O calendário de mobilização para esta semana incluiu “piquetes de esclarecimento” em todas as unidade dos Correios do Estado, carreatas na capital, em Sorocaba, Guarulhos e Alto Tietê, mutirão para doação de sangue no Hospital das Clínicas.

A decisão de manter a paralisação aconteceu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) definir, em julgamento no plenário virtual, que manteria a suspensão do acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios.

O julgamento referendou uma liminar que já havia sido concedida pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, a pedido da direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Caso o julgamento vá parar novamente no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o secretário de Comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Emerson Marinho, espera que o tribunal mantenha a cláusula, já que foi o próprio TST que havia estabelecido a vigência do acordo até 2021. “Mas não dá para fazer uma previsão. O julgamento do STF mostrou uma tendência do alinhamento do Judiciário com a pauta governista. A expectativa é que no mínimo o TST mantenha aquilo que ele mesmo concedeu por dois anos, mas o julgamento do STF nos deixa em uma ‘sinuca de dois bicos’.”

Segundo a Findect, a cúpula dos Correios quer a retirada de 70 cláusulas do acordo, que previam direitos como vale alimentação, licença maternidade de 180 dias e auxílio-creche.

Em nota, os Correios afirmam que “têm preservado empregos, salários, e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos funcionários”.

“A paralisação da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da covid-19,traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade”, diz o texto.

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