Terça-feira, 07 de Julho de 2020

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Economia Os juros do cartão de crédito e do cheque especial recuam no Brasil

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Os juros no rotativo do cartão de crédito tiveram queda de 13,7 pontos percentuais em abril, para 313,4%. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

As taxas de juros do cheque especial e do rotativo no cartão de crédito, as mais altas do mercado, cairam em abril, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Para o BC, porém, ainda não é possível saber se isso é uma tendência ou um resultado isolado.

A taxa do cheque especial caiu para 6,8% ao mês. Ela já havia sido limitada pelo BC a 8% ao mês e, em fevereiro e março, ficou em 7,2%. Ao ano, a taxa passou de 130,5% para 119,3%, uma queda de 11,2 pontos percentuais.

Já os juros no rotativo do cartão de crédito (quando o valor integral da fatura não é pago) tiveram queda de 13,7 pontos percentuais em abril, para 313,4%. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, disse que ainda não é possível dizer se as taxas continuarão em queda. Mas observou que, no caso do cheque especial, há um ajuste à norma que limitou os juros.

Para o diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, psou a conjuntura econômica. “Há a preocupação dos bancos para não aumentar a inadimplência nessas linhas, então eles reduzem a taxa”.

Ambas as modalidades podem ter novos limites de juros, se o Senado aprovar proposta que impõem teto de 30% ao ano. Mas não há data para votação.

Suspensão de aluguel para shoppings

As maiores redes de shopping centers do Brasil – BRMalls, Iguatemi, Multiplan e Aliansce Sonae – decidiram sacrificar o faturamento por mais um mês diante da crise. A Coluna do Broadcast, do jornal Estadão, apurou junto às empresas e a fontes de mercado que essas redes vão isentar os lojistas do pagamento do aluguel de maio, cujo boleto será enviado daqui alguns dias, em junho. A definição dessa cobrança ainda estava pendente em algumas redes e assustava os varejistas que viram suas vendas irem à lona durante a quarentena.

Todos os 577 shoppings do País foram fechados por determinação de autoridades locais na segunda quinzena de março, após o estouro da pandemia. A reabertura começou pouco a pouco a partir do fim de abril. Hoje, são apenas 158 centros de compra em funcionamento em 69 cidades, porém com horário reduzido, controle de fluxo de visitantes e vendas 50% abaixo do normal.

BRMalls, Iguatemi, Multiplan e Aliansce Sonae deram desconto de 50% no aluguel de março e 100% no de abril. Como a maioria dos empreendimentos segue de portas fechadas, o desconto de 100% foi estendido para maio também. Neste momento, as companhias estão avaliando como ficará a política de cobrança após a reabertura. A ideia é conceder um desconto que será reduzido mês a mês, de acordo a evolução das vendas. Ao todo, o setor já isentou ou adiou a cobrança de R$ 3 bilhões de aluguéis, taxas condominiais e outros compromissos, de acordo com cálculo da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

A medida tem o objetivo de evitar uma quebradeira generalizada dos lojistas e o aumento dos espaços vagos nos centros de compras, além de disputas judiciais em torno das cobranças – situações vistas na esteira de crise de 2014. A preocupação se justifica porque dois terços dos varejistas são empresas de pequeno e médio porte, com menos fôlego financeiro para atravessar esse período de dificuldades. Por outro lado, a medida afeta em cheio o bolso das donas de shoppings, cujas principais fontes de receita são o aluguel das lojas e o ganho com estacionamento, que também foi zerado desde março.

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