Terça-feira, 31 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Os juros no maior nível dos últimos 20 anos foram um balde de água fria na indústria de eletroeletrônicos em 2025, que registrou queda nas vendas

Compartilhe esta notícia:

Indústria aposta na Copa do Mundo para "salvar" o ano

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Indústria aposta na Copa do Mundo para "salvar" o ano. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Os juros no maior nível das últimas duas décadas foram um balde de água fria na indústria de eletroeletrônicos em 2025. A queda nas vendas, a continuidade do cenário de juro alto e o estrago que ele pode causar nas vendas ao longo deste ano — apesar de 2026 ter Copa do Mundo, época em que tradicionalmente o segmento de TVs ganha um impulso extra — preocupam o setor.

Depois de bater o recorde em 2024, com crescimento de 38% no número de eletroeletrônicos comercializados das indústrias para o varejo, os fabricantes do setor registraram queda de 1% nos volumes vendidos em 2025 em relação ao ano anterior, aponta levantamento da Eletros, associação das indústrias do setor. A expectativa era ter crescido entre 5% e 10% em 2025.

Pesaram nessa freada a linha branca, que reúne geladeiras, fogões e lavadoras, cujas vendas caíram 1% em 2025, e os eletroportáteis, que tiveram retração de 4% no mesmo período. Em 2024, a linha branca tinha crescido 23% ante o ano anterior e os portáteis tinham registrado alta de 44%, na mesma base de comparação. No sentido contrário, em 2025 houve crescimento de 16% nas vendas de aparelhos de ar-condicionado, alta de 10% nos volumes de itens de tecnologia da informação, como monitores, por exemplo, e aumento de 3% na linha marrom, que reúne aparelhos de áudio e vídeo.

Apesar de essas três últimas linhas terem apresentado resultados positivos, o desempenho foi insuficiente para reverter a queda nas vendas gerais do setor. É que os eletrodomésticos da linha branca e os eletroportáteis respondem pela maior parte dos volumes.

José Jorge do Nascimento, presidente executivo da Eletros, que representa as principais indústrias de eletroeletrônicos, diz que o fator preponderante para o fraco desempenho em 2025 foi o juro elevado, que afetou a linha branca, normalmente comprada a prazo pelos consumidores. Mas ele acrescenta que o verão fraco também prejudicou o resultado das vendas. “O verão não tão forte também influencia o consumo de linha branca, refrigerador, cervejeira, adega, freezers, por exemplo”, afirma.

No caso dos eletroportáteis, o executivo diz que o segmento foi prejudicado pela entrada de produtos contrabandeados, que competem no mercado brasileiro com os eletroportáteis legais.

“Fizemos no ano passado um trabalho com o Inmetro para tentar controlar a entrada de produtos não certificados, produtos que entram pelos marketplaces sem as mesmas regras de eficiência, segurança elétrica, pagamento de impostos que a gente tem na indústria nacional”, conta Nascimento.

Para este ano, o cenário é moderado. A Eletros projeta crescimento do setor como um todo entre 3% e 5%. “Estamos conservadores”, diz o presidente da Eletros, lembrando que o verão fraco deste ano pode afetar o setor de ar-condicionado e de linha branca.

Nascimento não descarta, no entanto, a possibilidade de que as vendas de TVs por causa da Copa possam “salvar” o setor em 2026. Por ora, a expectativa é de aumento de 10% nas vendas de televisores para este ano.

Os juros elevados têm sido apontados como a pedra no caminho por várias empresas no País para justificar pedidos de recuperação judicial e extrajudicial. No setor de eletroeletrônicos, no entanto, grandes companhias seguem anunciando investimentos e lançamentos de produtos, mesmo com um cenário mais difícil de vendas registrado no ano passado.

Quanto aos impactos da guerra do Oriente Médio, que já completa um mês no setor eletroeletrônico, Nascimento diz que não houve reflexo por enquanto, mas que deve chegar aos fabricantes.

“Estamos monitorando e deve ter uma escalada inflacionária por conta desse aumento do petróleo e do frete”, diz. O executivo observa que boa parte dos insumos usados pelo setor são importados, o que deve impactar os preços dos eletroeletrônicos, a depender da duração do conflito. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Brique ganha presente no aniversário: Melo anuncia pavimentação
Feriados em abril caem na sexta e na terça-feira; conheça os direitos dos trabalhadores
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x