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Brasil Os laços de família na sindicância do Superior Tribunal de Justiça contra ministro acusado de assédio

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O magistrado já é investigado por importunação a jovem de 18 anos. (Foto: Divulgação)

Sorteada  para integrar a comissão do STJ que vai apurar a denúncia contra Marco Buzzi por assédio sexual a uma jovem de 18 anos, Isabel Gallotti tem um laço de família com o ministro que virou alvo de sindicância na Corte, por isso se declarou impedida e deixou a sindicância.

A ministra é casada com Walton Alencar, do TCU, que é irmão de Douglas Alencar, do TST.

Marco Buzzi, por sua vez, tem uma filha, Catarina, que é casada desde 2023 com o enteado de Douglas, Rodrigo, que inclusive assumiu o sobrenome do sogro. Ambos são advogados.

Walton e Isabel estiveram no casamento dos dois.

Simplificando: uma das responsáveis pela sindicância contra Buzzi é “tia” do genro do colega.

Com isso, a ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Isabel Gallotti deixou a comissão de sindicância. O ministro Francisco Falcão a substituirá. Já o suplente, que substituirá membros em caso de eventuais afastamentos, será Luís Felipe Salomão, vice-presidente da Corte.

Também foram sorteados para compor a comissão os ministros Raul Araújo e Antonio Carlos Ferreira.

A denúncia de assédio foi apresentada pela filha de um casal de advogados que mantinha relação de amizade com Marco Buzzi. A família estava hospedada na casa de praia do ministro, no litoral de Santa Catarina, quando teria ocorrido o assédio. Os detalhes do caso foram antecipados por Robson Bonin na coluna Radar, da revista Veja.

De acordo com o relato obtido por este jornal digital, durante a sessão, Buzzi negou com veemência as alegações, dizendo que só soube pela imprensa. No entanto, ele quase não participou do julgamento que definiu seu futuro na Corte. Ficou poucos minutos na sessão, apresentou sua defesa e saiu do plenário.

Buzzi diz ter sido “surpreendido com o teor das insinuações”, que, segundo ele, “não correspondem aos fatos”. E que repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Em nota, o CNJ declarou que o caso está em sigilo. “O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”. Com informações dos portais O Globo e Poder 360.

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