Domingo, 17 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Os netos de Pelé só viram o craque uma vez, mas ainda sonham em seguir a carreira do avô

Compartilhe esta notícia:

Pelé e Denilson no Museu Seleção Brasileira, em 2017. (Foto: Ricardo Stuckert/CBF)

O dia 6 de fevereiro de 1994 entrou para a história do Santos – e também, por que não, do esporte nacional… Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho do maior jogador da história, fez sua primeira partida como goleiro do time em que o pai brilhou ao redor do mundo. A torcida santista, que antes se remoía ao ouvir de seus rivais que “Pelé parou, o Santos acabou”, abraçou a zoeira: “Pelé parou, Edinho começou”.

A presença do DNA do Rei em campo era a esperança de novos tempos na Vila Belmiro. Edinho passou perto disso. Convivendo com a pressão de ser filho de quem era, foi vice-campeão brasileiro em 1995. Saiu três anos depois, com 195 partidas pelo clube no currículo. Jogou ainda por Ponte Preta, Portuguesa Santista e São Caetano antes fechar uma carreira marcada muito mais por pressão do que por títulos.

Após Edinho, outros três descendentes de Pelé tentaram (ou seguem tentando) a sorte no futebol: o filho Joshua e os netos Octávio e Gabriel.

Octávio e Gabriel

Pelé estava de passagem por Curitiba quando foi surpreendido pela presença dos irmãos Octávio Felinto Neto e Gabriel Arantes do Nascimento no hotel onde estava hospedado. No primeiro encontro, no saguão do local, o avô foi simpático, abraçou e brincou com cada um deles. Disse que gostaria de vê-los mais vezes – de acordo com a lembrança dos meninos. Não foi o que aconteceu. Eles só se viram aquela vez. Era 2009 e os meninos tinham 11 e 9 anos de idade.

A relação distante com os netos, hoje com 19 e 17 anos, é fruto da desgastante batalha judicial entre Pelé e Sandra Regina, a mãe da dupla, reconhecida depois de um exame de DNA. Sandra morreu em 2006, dez anos após o reconhecimento, sem jamais ter convivido com o pai biológico.

“Ultimamente há um vínculo mais legal. O Pelé mandou um áudio ao Octávio depois de uma lesão, falou com o Gabriel também, por telefone. Existe uma abertura, talvez pelo fato de a pessoa, pela idade, ficar mais sensível [Pelé tem 77 anos], e os meninos também estão mais dispostos a se comunicar com ele”, conta Ozéas Felinto, o pai, responsável pela promoção do único encontro.

Octávio, o mais velho, foi quem puxou a fila de uma carreira no futebol para os netos de Pelé. Depois que um vídeo com lances bonitos, postado por seu pai, viralizou na internet, o Santos chamou os dois irmãos. A ideia era vestir a camisa do time do avô no futsal, mas a relação não foi adiante. Quando Sandra morreu, o pai levou a família para Curitiba, onde tinha parentes. Octávio e Gabriel também estiveram juntos no Paraná, no São Paulo e no Grêmio Osasco. Não triunfaram.

Octávio rodou: jogou um Campeonato Paulista sub-17 pelo Independente de Limeira, defendeu o Guarani de Divinópolis, ficou no Cruzeiro por um ano e passou pelo Guarani de Campinas. Tudo antes de completar 19 anos. Está fora do futebol há mais de um ano. Sofreu duas lesões consecutivas. Ganhou peso e viu as perspectivas no futebol se esvaziarem. Hoje, canta, toca bateria e conduz grupos de jovens em uma igreja evangélica em Osasco. No começo de 2017, entrou na faculdade de Direito.

Gabriel também está sem contrato. Busca um clube para realizar o sonho de disputar a Copa São Paulo. Depois de Santos, Paraná, São Paulo e Grêmio Osasco, ele conseguiu uma boa sequência de jogos no Taboão da Serra e até jogou um Estadual sub-15.

O filho do Rei e a síndrome de Zoca

Joshua Seixas Arantes do Nascimento é filho de Pelé com Assíria, em casamento que durou 14 anos. Ele a irmã gêmea Celeste são os filhos mais jovens do Rei. Têm 21 anos. Criado entre o Brasil e os EUA, o caçula se aventurou no esporte cedo, aos dez anos, em campeonatos internos do clube social do São Paulo. Quando mudou de país, começou a jogar por um clube chamado Florida Rush e percebeu que futebol era seu plano de vida.

Mas como o filho do Pelé jogaria em algum time que não fosse o Santos? Além do próprio Pelé e de Edinho, Jair Arantes do Nascimento, o Zoca, irmão mais novo do Rei, jogou no Peixe nos anos 60, fez um gol contra o Corinthians, mas sucumbiu ao peso do parentesco. Pendurou as chuteiras precocemente para administrar os negócios milionários de Pelé.

Joshua fez apenas três partidas pelo Santos. Deixou o clube antes de se profissionalizar. Em junho de 2015, após pouco mais de dois anos, pediu para ser liberado e teve o contrato encerrado sem grandes problemas.

Joshua achou melhor mudar de rumo, influenciado pela irmã Celeste – “o crânio da família”. Ela estava prestes a entrar na faculdade de Medicina e o incentivou a fazer testes para a área de Educação Física. Ele fez duas vezes o teste de aprovação, conversou com o técnico do time de soccer e, um mês depois, estava matriculado. Não se arrepende da decisão. Atualmente, jogar e estudar nos Estados Unidos também é o plano dos netos de Pelé, e uma ajudinha do rei viria bem a calhar.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ronaldinho Gaúcho marca gol em derrota do time da Fifa
Protesto contra novo governo provoca confusão na Cidade Baixa
Pode te interessar