Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de outubro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
As urnas indicam a ascensão de novos líderes políticos nas principais capitais do País, fruto dos protestos de 2013 e das revelações da Operação Lava-Jato, independentemente de os favoritos nas pesquisas serem eleitos. No Rio de Janeiro, despontam Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL), enquanto o empresário João Dória (PSDB) foi a grande revelação de São Paulo.
O DEM teve sobrevida e se inspira na liderança de ACM Neto em Salvador (BA). Esses nomes podem mudar as estruturas partidárias e os planos de candidaturas dos atuais caciques para palácios – estaduais e presidencial – em 2018 e 2022.
Galo na cabeça
Surpresa e curiosidade em Belo Horizonte (MG): o favorito João Leite (ex-goleiro) e Alexandre Kalil (ex-presidente e ainda cartola) são egressos da massa atleticana.
Prévia carioca
No sábado, Jandira Feghali (PCdoB) já fechara com Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB) e Eduardo Paes (PMDB) sinalizaram, com emissários, que começariam a conversar diante de eventual baixa de Pedro Paulo (PMDB).
Bolsokid
A página da PUCRJ no Facebook apareceu no sábado com a postagem “Não vote em Bolsokid amanhã”, em referência à candidatura de Flávio Bolsonaro (PSC) para a prefeitura carioca. Ele é filho do polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PSC).
Alerta na PF
É preocupante a situação da PF (Polícia Federal) para os próximos anos. Há 491 cargos vagos de delegados – são hoje 1.760 em atividade. A situação deve se agravar porque outros 400 delegados se aposentarão no próximo triênio.
Cadê o concurso?
A PF obteve autonomia para realizar concursos, por meio do Decreto nº 8.326/14, que prevê o preenchimento dos postos sempre que a quantidade de vagas ociosas superar 5% do efetivo total existente no respectivo cargo. Os quase 500 cargos hoje vagos equivalem a aproximadamente 30% do efetivo atual de delegados.
Beltrame & cia.
José Mariano Beltrame decidiu ficar no cargo de secretário de Segurança do Rio de Janeiro, que planejava deixar nestas eleições, conforme noticiado por esta Coluna. Agora, há em jogo uma candidatura em 2018. Não dele, mas uma para a qual ele vai colaborar muito.
Vem encrenca…
Engendra-se no Palácio do Planalto uma mega campanha de mídia com o tema “Vamos Tirar o Brasil do Vermelho”. Qualquer alusão ao PT é… pura verdade.
Ulysses redivivo
O PMDB e a Fundação Ulysses Guimarães, assim denominada em homenagem ao saudoso parlamentar do partido, preparam cerimônias no Rio de Janeiro e em Brasília pelo centenário de seu nascimento, nesta quinta-feira, 6 de outubro.
Êpa,êpa!
Um portal latino de notícias revelou documentos secretos do Ministério da Defesa do Brasil e cita voos não autorizados sobre o espaço aéreo brasileiro de aviões da Bolívia e Venezuela, com cargas e tropas, desde 2008.
Cautela no altar
Antes cobiçado por candidatos, o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) teve uma atuação discreta na campanha deste ano. Após o escândalo em que é acusado de tentativa de estupro pela jornalista Patrícia Lélis, o parlamentar evitou palanques. Há um inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) e a PF já faz diligências. Um dos dois vai se dar mal.
Voto consciente
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, afirmou à Coluna que a eleição para prefeitos e vereadores é oportunidade de tirar da política os maus políticos e os incompetentes. “É preciso vigiar aqueles que mereceram o voto e fiscalizar as ações deles no decorrer do mandato”. A OAB teve um papel fundamental na mudança das campanhas.
Avanço
Lamachia avalia como uma grande conquista o novo modelo em que doações de empresas a partidos e candidatos é proibida. “Foi priorizado o debate de ideias e propostas”. A Ordem foi autora da ação que levou o Supremo a proibir as doações do setor privado às campanhas.
Ponto Final
Parabéns ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelo sistema de apuração fácil e eficiente no site do órgão.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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