Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O deputado federal Osmar Terra disse ontem à tarde ao colunista, que “o PMDB nacional vai desembarcar do governo Dilma na reunião convocada para o próximo dia 29. Hoje não há nenhum integrante do diretório nacional que defenda abertamente a permanência na base de apoio”, explicou. Segundo ele, “idêntica decisão está sendo tomada pelo diretório do PMDB gaúcho”. Sobre o processo de impeachment em andamento na Câmara dos Deputados, Osmar Terra prevê que, ali, será aprovado com facilidade e remetido ao Senado Federal, cumprindo o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. Para ele, “nenhum Senado do mundo seria capaz de rejeitar um processo aprovado por dois terços de uma Câmara composta por 513 deputados”, referindo-se à possibilidade de o governo tentar influenciar os 81 integrantes do Senado Federal.
PMDB gaúcho fora
O PMDB gaúcho oficializou ontem sua saída do governo federal, determinando aos seus filiados a entrega de todos os cargos. A nota oficial do PMDB é esclarecedora da posição ao dizer que o partido “não deve se furtar de debater e apoiar as medidas necessárias para retomar o desenvolvimento nacional, mesmo sem qualquer atrelamento a um governo que nunca o considerou nas decisões tomadas até agora”.
Articulação no STF
Um dos nomes de proa da articulação pró-governo Dilma, o deputado federal Henrique Fontana insistia ontem para que o Supremo Tribunal Federal antecipe sua sessão da próxima semana para julgar o mérito da ação que pede a suspensão da nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil. A nomeação foi suspensa pela decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes.
Balanço do troca-troca
A janela aberta para a troca de partidos trouxe uma surpresa: o PTN foi o partido que mais lucrou, passando de quatro, para uma bancada de 13 deputados na Câmara Federal. O Democratas, na oposição, obteve o maior número de adesões, com seis novas filiações. Mas no total bruto, foi o PP que mais lucrou, conquistando mais dez deputados e perdendo três.
Barriga de aluguel
O PMB, Partido da Mulher Brasileira, criado do ano passado para ser o escoadouro de deputados que pretendiam mudar de sigla sem perder o mandato, chegou a ter, no seu melhor momento, uma bancada com 22 integrantes, mas perdeu, na sexta-feira, 17 cadeiras. Ficou reduzido a uma bancada com apenas três integrantes.
Porta-vozes de Michel Temer
Incomodados com notícias dando conta de articulações que estariam sendo feitas pelo vice-presidente da República Michel Temer, seus aliados fizeram questão de esclarecer ontem que ninguém fala pelo presidente do partido. Segundo Eliseu Padilha, nome mais próximo de Temer, “Michel Temer não tem porta-voz. Não discute cenários políticos para futuro governo e não delegou a ninguém anúncio de decisões sobre sua vida pública. Quando e se tiver que anunciar algum posicionamento, ele mesmo o fará, pessoalmente, sem intermediários”.
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