Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
“A república brasileira está em processo de autodestruição acelerada. Não se trata mais apenas de Lula, Dilma ou do PT, mas do sistema como um todo”, avalia o analista de cenários estratégicos, advogado Adivo Paim Filho. Palestrante,e atual secretário geral do IBEM (Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos), Paim destaca que esse sistema, em vias de autodestruição, “está baseado, desde 1946, no voto proporcional para a Câmara dos Deputados e para as Assembleias estaduais. Com fonte inspiradora na constituição alemã de 1919, que permitiu a privatização do Estado germânico pelo partido nazista, nossa carta magna de 1946, intocada nesse ponto desde a falsa queda do getulismo, abriu chances para fenômeno análogo no momento em que vivemos. O que preocupa Paim, é o fato de que, contrariamente ao que se imagina, “o Brasil não vive um Estado de Direito propriamente dito mas um sistema unipartidário imperfeito, onde um partido apenas comanda tudo em seu próprio proveito e de sua nomenklatura, como a imprensa desvenda todos os dias, manhã, tarde e noite.” Ele projeta que “ Parlamentarismo, obrigatoriamente com voto distrital uninominal, é a única saída para um Brasil digno das próximas gerações. Só os apaniguados e os beneficíarios diretos da “cosa nostra” atrasam ou bloqueiam o caminho para o Brasil que não precisa ser apenas “do futuro”, mas que também pode ser “do presente”. Para isso, urgência máxima, eis que até os políticos de hoje têm filhos, netos, bisnetos. Ou não têm ? Em resumo: o Brasil interessa a todos nós.”
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os comentários estão desativados.