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Mundo Otan se diz preocupada com ataques a civis e abusos graves dos direitos humanos no Afeganistão

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Segundo o secretário-geral da Otan, “os aliados da Otan estão profundamente preocupados com os altos níveis de violência causados pela ofensiva do Talibã"

Foto: Reprodução
Segundo Stoltenberg, “os aliados da Otan estão profundamente preocupados com os altos níveis de violência causados pela ofensiva do Talibã". (Foto: Reprodução)

O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, informou em nota que o conselho do organismo está reunido nesta terça-feira (17) para discutir a crise no Afeganistão.

“Continuamos a avaliar os desenvolvimentos no terreno e estamos em contato constante com as autoridades afegãs e o resto da comunidade internacional. Nosso objetivo continua sendo apoiar o governo e as forças de segurança afegãs tanto quanto possível. A segurança do nosso pessoal é primordial. A Otan manterá presença diplomática em Cabul e continuará a se ajustar conforme necessário”, informou a Otan em comunicado.

Segundo Stoltenberg, “os aliados da Otan estão profundamente preocupados com os altos níveis de violência causados pela ofensiva do Talibã, incluindo ataques a civis, assassinatos seletivos e relatos de outros abusos graves dos direitos humanos”.
O comunicado diz ainda que “o Talibã precisa entender que não será reconhecido pela comunidade internacional se tomar o país à força” e que a Otan “continua empenhada em apoiar uma solução política para o conflito”.

Líderes mundiais se manifestaram na segunda-feira (16) sobre a chegada do Talibã ao poder no Afeganistão, um dia depois de o grupo extremista tomar a capital, Cabul, e de o presidente Ashraf Ghani deixar o país.

A preocupação com a retomada do terrorismo foi mencionada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e também pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que se reuniu de forma emergencial.

“A comunidade internacional deve se unir para garantir que o Afeganistão nunca mais seja usado como plataforma ou refúgio de organizações terroristas”, disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Os 15 membros do Conselho emitiram uma declaração na qual pedem o fim imediato da violência e “uma solução pacífica por meio de um processo de reconciliação nacional liderado e pertencente aos afegãos” e com um novo governo “que seja unido, inclusivo e representativo, incluindo a participação plena, igual e significativa das mulheres”.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou que o país fez certo em retirar os militares americanos ainda em solo afegão. No pronunciamento, transmitido pela TV a partir da Casa Branca, ele reconheceu que o avanço do Talibã pegou de surpresa o governo americano. “Isso tudo realmente se desenrolou mais rápido do que pensávamos”, admitiu Biden sobre o avanço Talibã.

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Nilton G Veiga
17 de agosto de 2021 10:50

Eterno “barril de pólvora”. Estão sempre na vontade de apaziguar e nunca sai disso. Na verdade enquanto existirem interesses econômicos como da indústria bélica, petróleo, logística territorial, ideológicos, etc, dificilmente haverá paz no Afeganistão. Talibã apoiado por China e Rússia, a OTAN representando o ocidente na defesa do Afeganistão e o povo no meio do tiroteio mais parece guerra entre grandes potências do que ajuda humanitária.

Novededos Silva
17 de agosto de 2021 13:35

Nós convivemos por decadas com Terroristas, Bandidos e Assaltantes….
Enfim…. acho que temos que dar um tempo ao tempo para aquele povo se Organizar , longe dos “valores” Ocidentais, e do Xerife do mundo.

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