Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de julho de 2021
O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a possibilidade de fraude nas eleições do próximo ano e chegou a colocar em dúvida, mais uma vez, a realização do pleito. O mandatário ainda repetiu sua defesa à aprovação do voto impresso, afirmando que caso a medida não seja instituída em 2022, não haverá eleições. A declaração foi feita nesta quinta-feira (8) a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.
“As eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, disparou.
Na quarta-feira (7), o chefe do Executivo disse, sem apresentar provas, que Aécio Neves ganhou a disputa contra Dilma Rousseff em 2014. Bolsonaro repetiu ainda que, caso o voto impresso não seja aprovado para o próximo ano, o país poderá “enfrentar problemas”, e que algum lado pode não aceitar o resultado das urnas, referindo-se a uma possível derrota do governo.
“Eles vão arranjar problemas para o ano que vem. Se este método continuar aí, sem, inclusive, a contagem pública, eles vão ter problemas. Porque algum lado pode não aceitar o resultado. Este algum lado, obviamente, é o nosso lado, pode não aceitar o resultado”, afirmou.
Na ocasião, ele voltou a dizer que apresentará provas de que as eleições foram fraudadas, embora apresente a mesma narrativa desde 2019, sem nunca ter mostrado prova nenhuma. O presidente também desafiou o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luis Roberto Barroso, a demonstrar que, de fato, a urna eletrônica é segura.
Aécio Neves discorda
Também nesta quinta, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) discordou da afirmativa feita por Bolsonaro de que teria havido fraudes nas urnas eletrônicas nas eleições de 2014 e que teria derrotado a petista Dilma Rousseff. Para o tucano, não houve fraude naquela eleição.
Apesar disso, Aécio deixa claro que defende uma atualização no modelo utilizado para apurar os votos nas eleições.
“Eu não acredito que tenha havido fraudes nas urnas em 2014, tão pouco acredito que nós estejamos fadados a viver eternamente com as urnas eletrônicas de primeira geração. O mundo inteiro que utiliza urnas eletrônicas avançou para algum tipo de auditagem, de conferência. Isso vem não contra, mas em benefício da credibilidade, da confiabilidade do nosso sistema”, disse Aécio. As informações são dos jornais Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo.
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