Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2021
Médicos japoneses anunciaram ter realizado com sucesso o primeiro transplante mundial de tecido pulmonar de doadores vivos para uma paciente com grave lesão pulmonar causada pela Covid-19.
A transplantada é uma mulher que recebeu a doação de parte dos pulmões do seu marido e do seu filho (o marido doou parte do pulmão esquerdo e o filho, parte do direito).
A cirurgia durou quase 11 horas e ocorreu na quarta-feira (7) e o estado de saúde do três é estável, segundo o Hospital Universitário de Quioto.
A universidade ressalta que já foram realizados dezenas de transplantes de partes de pulmões retirados de doadores com morte cerebral nos Estados Unidos, na Europa e na China.
Como médicos nos EUA realizaram transplante de pulmões de doador que teve Covid-19
Transplantes de doadores com morte cerebral ainda são raros no Japão, e doadores vivos são considerados uma opção mais realista para os pacientes.
“Demonstramos que agora temos a opção”, afirma o médico Hiroshi Date, cirurgião torácico do hospital que comandou a operação, sobre o transplante a partir de doadores vivos. “É um tratamento que dá esperança para os pacientes”.
Embora tenha havido de 20 a 40 transplantes de pulmão na China, Europa e EUA após a infecção, todos eram de doadores com morte cerebral. “Espera-se que o primeiro transplante de pulmão de um doador vivo do mundo seja um tratamento promissor para pacientes com doenças pulmonares graves”, disse o hospital universitário em um comunicado à imprensa.
Embora a paciente tenha dado resultado negativo para covid-19 em um teste de PCR, “não havia esperança de recuperação do distúrbio pulmonar, e a única maneira de salvar sua vida era transplantar o pulmão”, disse o hospital.
O transplante de pulmão de doador vivo está disponível apenas para pessoas com menos de 65 anos de idade que não apresentam danos a outros órgãos.
Pulmões danificados
A mulher transplantada contraiu Covid-19 no final do ano passado e desenvolveu dificuldades respiratórias que pioraram rapidamente.
Ela foi colocada em uma máquina de suporte de vida que funciona como um pulmão artificial por mais de três meses em um hospital porque seus pulmões estavam gravemente danificados.
A paciente se livrou do vírus, mas seus pulmões deixaram de ser funcionais ou tratáveis, e a única opção para ela continuar a viver era receber um transplante de pulmão, segundo a universidade.
Seu marido e seu filho se ofereceram para doar partes de seus pulmões, e a cirurgia foi realizada no Hospital Universitário de Quioto por uma equipe de 30 pessoas liderada por Hiroshi Date. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal Valor Econômico.
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