Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2021
A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech solicitaram aos reguladores dos Estados Unidos nesta sexta-feira (9) permissão para uso emergencial de sua vacina em adolescentes de 12 a 15 anos.
A vacina está atualmente autorizada para uso de emergência nos EUA para pessoas com 16 anos ou mais. As empresas disseram na sexta-feira que pediram uma ampliação da autorização da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) para incluir a faixa etária mais jovem.
Em março, os fabricantes disseram que a vacina foi considerada segura, eficaz e produziu respostas robustas de anticorpos em jovens de 12 a 15 anos em um ensaio clínico.
Não está claro quanto tempo o órgão regulador levará para revisar os dados do ensaio, embora a diretora do Centro de Controle de Doenças dos EUA, Rochelle Walensky, tenha dito à ABC News na quinta-feira que ela espera que a vacina seja autorizada para adolescentes de 12 a 15 anos até meados de maio.
A dra. Janet Woodcock, comissária interina da FDA, disse no Twitter que a agência analisaria o pedido da Pfizer “o mais rápido possível”, mas não pode prever quanto tempo levará a avaliação dos dados.
O regulador disse que não pretende realizar reunião do conselho consultivo independente que recomendou a autorização inicial da vacina, para ampliar seu uso em adolescentes.
A Moderna e a Johnson & Johnson também estão testando suas vacinas em jovens de 12 a 18 anos, e os dados do estudo da Moderna podem ser divulgados em breve.
A Pfizer e a Moderna também lançaram testes em crianças ainda mais novas, com idades entre seis meses e 11 anos. Ambas as empresas disseram que esperam poder vacinar crianças menores de 11 anos já no início de 2022.
A inoculação de crianças e jovens é considerada um passo crucial para alcançar a imunidade coletiva e controlar a pandemia, de acordo com muitos especialistas.
Segunda dose
No início deste mês, as empresas Pfizer e BioNTech relataram que sua vacina contra covid-19 permanece altamente eficaz por pelo menos seis meses após a segunda dose ser administrada. As farmacêuticas disseram que a imunização também funciona contra a variante sul-africana do coronavírus Sars-CoV-2.
As descobertas vêm do acompanhamento dos mais de 46 mil voluntários que participaram da fase 3 dos testes clínicos da vacina. Entre eles, foram registrados 927 casos de covid-19 até o dia 13 de março, o que indica uma eficácia de 91,3%, calculada para o período entre sete dias e até seis meses após a segunda dose: 850 eram do grupo que recebeu placebo e 77 receberam a vacina.
De acordo com a nova análise, a vacina foi 95,3% eficaz em proteger contra a ocorrência de doença severa, conforme a definição de gravidade da agência de regulação de drogas dos Estados Unidos, a FDA. Do grupo avaliado, mais de 12 mil participantes vêm sendo acompanhados por pelo menos seis meses após a segunda dose, reforçando o perfil de segurança do imunizante. As informações são da agência de notícias Reuters.
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