Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2021
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), informou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (9), que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não autorizou a importação da vacina Sputinik V para os Estados do nordeste. Segundo a Anvisa, o pedido não foi negado, mas suspenso, até o envio das informações solicitadas ou até que a entidade obtenha dados técnicos que superem a ausência do relatório técnico emitido pela autoridade da Rússia.
Nove Estados, incluindo o Maranhão, entregam em 31 de março à Anvisa, o pedido de importação da vacina Sputnik V. A Anvisa recebeu parte dos documentos que faltavam para o processo de pedido de importação para uso emergencial, mas informou que ainda havia pendências.
“Nós recebemos um documento da Anvisa negando a importação da vacina Sputinik, considerando que havia falta de documentos por parte do fabricante. Nós ingressamos com uma ação na justiça, uma petição no Supremo Tribunal Federal, porque essa vacina está sendo aplicada em 50 países e consideramos que há um equívoco administrativo” disse o governador.
Ainda de acordo com o Flávio Dino, a Anvisa não negou em caráter definitivo, pois disse que o órgão faria diligências junto a Rússia, e também com países como Argentina e México, que estão utilizando o imunizante contra a Covid-19.
“Só podemos receber vacinas da Rússia com autorização da Anvisa e cumprimos todos os protocolos exigidos. E ainda, por meio da medida impetrada no Supremo. Aí, poderemos ter a conclusão desse processo de compra. Para termos uma alternativa vacinal a mais e ajudar no processo de vacinação. Países como Alemanha estão na fila por esta vacina. Estes embaraços irresponsáveis no Brasil podem fazer com que percamos a compra, como ocorreu com a Pfizer e, hoje, o Brasil está no fim da fila por esta vacina”, afirmou o governador.
Diretrizes sanitárias
A Anvisa informou que vai iniciar na próxima semana uma inspeção para verificar o cumprimento das diretrizes sanitárias de fabricação da vacina Sputnik na Rússia. A inspeção vai acontecer em duas fábricas diferentes que, de acordo com o Fundo Russo e com a União Química, são as fábricas responsáveis pelas vacinas que poderão vir para o Brasil.
A primeira visita acontece dos dias 15 a 21 de abril na empresa JSC Generium e será realizada por três servidores da Anvisa. Esta é a fábrica responsável pela produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) e pela vacina finalizada.
A segunda visita deve acontecer de 19 a 23 de abril na empresa UfaVITA, que é responsável pelas etapas finais de envase e embalagem. Esta segunda inspeção será feita por outra equipe com dois servidores da Anvisa, já que existe uma coincidência de datas e as duas fábricas estão a uma distância de duas horas de voo.
As datas foram definidas em função da disponibilidade do Fundo Russo. “Por ser um produto de alta complexidade biológica e estéril, a produção de vacinas deve seguir níveis elevados de exigência técnica, que envolve todos os aspectos que podem influenciar na produção da vacina. Durante a atuação in loco serão verificados os processos de trabalho, as estruturas físicas das áreas de produção, armazenamento e laboratórios de controle de qualidade, além da documentação do sistema de garantia de qualidade da empresa”, informou a Anvisa.
Na manhã desta sexta-feira (9), a Anvisa realizou uma reunião com o laboratório União Química e outra com o Fundo Russo responsável pela vacina Sputnik. Durante a reunião, a Agência alinhou os detalhes da ida dos servidores da Anvisa à Rússia e das atividades que serão feitas durante a inspeção nas fábricas. As informações são do portal de notícias G1, do governo do Maranhão e da Anvisa.
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