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Brasil Pães de forma com álcool: Anvisa abre processo para avaliar medidas

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O estudo avaliou 10 marcas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O estudo avaliou 10 marcas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu, nesta quinta-feira (11), um processo para subsidiar possíveis medidas a serem adotadas no caso das marcas de pães de forma com alto teor alcoólico. A ação ocorre após a divulgação da análise da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, conhecida como Proteste, nessa quarta-feira (10), que apontou oito marcas de pães com concentrações de álcool com que “ultrapassam limites aceitáveis de consumo”.

Três marcas frequentes nas prateleiras de supermercados tiveram resultados que, segundo a Proteste, com apenas duas fatias, podem aparecer num teste de bafômetro. A Anvisa teve conhecimento dos resultados do estudo e entende que medidas devem ser adotadas apenas se consideradas necessárias pelo órgão.

O estudo avaliou 10 marcas. Se os pães fossem considerados bebidas, seis seriam considerados alcoólicos pela legislação que determina que teor máximo de etanol é de 0,5%. Uma das marcas apresentou resultado mais de seis vezes maior. Segundo a Proteste, as marcas deveriam conter o aviso “contém álcool”.

A análise aponta ainda que se alguns dos produtos fossem medicamentos fitoterápicos, estariam sujeitos a advertência alcoólica, caso houvesse uma legislação similar a categoria. Os níveis ultrapassam a dose de álcool permitida para crianças.

Entenda
A fabricação de pães envolve a formação de álcool etílico, que geralmente evapora no forno. Os níveis encontrados na análise ocorrem porque indústrias diluem conservantes na substância para evitar o mofo e garantir a integridade do pão, argumenta a entidade.

“Embora a legislação brasileira permita o uso de algumas substâncias nos alimentos, é necessário que algumas normas sejam revistas para assegurar que o etanol residual não cause problemas aos consumidores”, destaca Henrique Lian, diretor-executivo da Proteste.

Além da Anvisa, a Proteste enviou um ofício com os resultados do teste para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A entendida sugere percentual máximo de álcool (por exemplo, 0,5% pelos balizadores apresentados no relatório) e a programação de ações de fiscalização quanto aos teores de agentes conservantes anti-mofo e o teor de álcool, após a regulamentação.

 

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