Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2019
Um painel com seis gravuras produzidas de 1953 a 1990 pelo artista plástico Danúbio Gonçalves (Bagé 1925 – Porto Alegre 2019) será aberto para visitação no dia 28 de maio, no saguão do Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues (av. Erico Veríssimo, 307). Recentemente falecido, Danúbio dirigiu o Atelier Livre da prefeitura de 1963 a 1978, instituição que formou artistas atuantes na capital gaúcha, tendo um papel decisivo na modernização do campo artístico local.
A coordenadora de Artes Plásticas da SMC (Secretaria Municipal da Cultura), Adriana Boff, observa que o denso e significativo legado deixado por Danúbio é ainda com certeza potente a ponto de não apenas ter deixado marcas profundas no panorama da arte gaúcha e nacional, mas com certeza em algum lugar do Rio Grande continuar a influenciar jovens artistas que estão criando obras para fazer deste um mundo melhor.
“Sempre foi assim. E com Danúbio não foi diferente. Este talentoso bageense converteu a gravura num modo de vida consciente da premência de uma sociedade mais justa. Junto com outros inquietos, criou os Clubes de Gravura em Bagé e em Porto Alegre. Então, ganhou o mundo, mas sem perder um certo sentido ético do fazer artístico. Gravou e pintou, mas também “desenhou” um novo horizonte: geração após geração foi formada pelo mestre que marcou o Atelier Livre Xico Stockinger da Prefeitura de Porto Alegre com a sua generosidade em ensinar a técnica enquanto exercício da mais profunda liberdade”, comenta Boff.
Projeto Novas Caras oferece espetáculo na Sala Álvaro Moreyra
Dando continuidade ao Projeto Novas Caras a Sala Álvaro Moreyra recebe o espetáculo “Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Viesse”. As apresentações acontecem todas as terça-feiras do mês de maio às 20h. Os ingressos custam R$20 e R$10 a meia-entrada, podendo ser comprados uma hora antes da apresentação na bilheteria do Centro Municipal de Cultura.
Três corpos em suspensão: mulheres não nomeadas. Todas, as três, muito parecidas em uma espera ininterrupta pelo Irmão mais novo, que deixou a casa e ainda não regressou. Estava em minha casa e esperava que a chuva viesse é uma livre adaptação da obra de Jean-Luc Lagarce, cujas narrações da realidade se confundem com devaneios, imaginações e invenções. A espera pode ter fim, ou pode custar uma vida.
Ficha Técnica
Elenco: Amanda Bianca, Jaqueline Mayer e Savana Flores; Direção: Gustiele Fistaról; Orientação: Jezebel De Carli; Iluminação: Cássio Azeredo; Figurino: Gustiele Fistaról; Cenário: O grupo.
Espetáculo de dança mostra os desafios da realidade urbana
A Sala Álvaro Moreyra recebe na próxima quinta-feira (9), às 21h, o espetáculo de dança R.A.L.E. (Realidade Apropriada Libera Evidência). A apresentação compõe a programação do Festival Palco Giratório. Os ingressos custam R$30 inteira e R$15 meia-entrada, podendo ser adquiridos no site do festival ou na bilheteria do local uma hora antes do evento.
O espetáculo mostra um corpo aprisionado por um sentido político que desfavorece um terço da imensa população brasileira. Não é a questão de permanecer e pertencer àquele lugar e sim de ser tratado como apenas um mero corpo. Um corpo construído como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, descidas, em uma cidade desigual, a qual um dos maiores desafios é se sustentar perante o seu próprio corpo.
Ficha técnica
A criação, pesquisa, figurino e dança é de Jessé Batista. Assistência de direção e iluminação de Sara Lessa. Colaboração artística de Valéria Nunes (AL), Marcos Mattos (MS).
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