Terça-feira, 11 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Para 52% dos entrevistados, prisão de Bolsonaro seria injusta, diz pesquisa

Compartilhe esta notícia:

Foram ouvidos 2026 eleitores em 26 Estados e no Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de janeiro.

Foto: EBC
Foram ouvidos 2026 eleitores em 26 Estados e no Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de janeiro. (Foto: EBC)

Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas aponta que mais da metade (52,7%) dos entrevistados considerariam uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro injusta. Enquanto 38, 3% têm opinião contrária. O estudo elenca que, entre os apoiadores de Bolsonaro, 95% dos eleitores disseram achar injusto se o ex-presidente for preso. Apenas 2% considerariam justa. Entre os eleitores de Lula, 71,9% dos entrevistados disseram achar justa a prisão do ex-presidente, enquanto 18,6% acharia injusta.

O instituto ouviu 2026 eleitores em 26 Estados e no Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de janeiro. Antes, portanto, da deflagração da operação desta semana que obrigou o ex-presidente a entregar seu passaporte. Segundo a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), Bolsonaro participou ativamente de uma trama para dar um golpe do Estado que o recolocaria no poder após perder a eleição para Lula. A ação previa a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Na nova sondagem, o Paraná Pesquisa perguntou a percepção dos eleitores sobre o 8 de Janeiro. Para 49,2% dos entrevistados, Bolsonaro não tem responsabilidade sobre a invasão às sedes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, em Brasília. Na opinião de 41,1%, o ex-presidente tem, sim, responsabilidade pelo vandalismo.

Naquela data, milhares de apoiadores de Bolsonaro inconformados com o resultado da eleição que deu vitória a Lula em outubro de 2022 invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes numa ação classificada pelo Supremo como uma tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do estado democrático de direito.

Ao avaliar o que aconteceu naquele 8 de janeiro, 35% dos entrevistados disseram que a democracia brasileira não correu risco com a depredação dos prédios públicos. Para 26,5% a democracia brasileira correu algum risco naquele dia, e 31,9% avaliaram que o risco foi grande. Entre os entrevistados 48,1% afirmaram discordar e 42,8% concordar com as condenações de participantes dos atos de 8 de janeiro a penas superiores a 15 anos de prisão.

A pesquisa mensurou ainda a opinião dos eleitores sobre a motivação dos manifestantes para invadir e depredar as sedes do Congresso, Supremo e governo federal. Para 28,2% dos entrevistados, as depredações foram motivadas por fanatismo político e polarização, e 19,5% disseram que os agressores estavam motivados por uma tentativa de golpe de estado.

Fraude eleitoral foi apontado como motivo por 13,3% e 12,6% apontaram que foi por manipulação de terceiros. Entre os entrevistados, 7,7% disseram que o ato foi por patriotismo. As opções foram citadas espontaneamente pelos entrevistados.

Para 47,5% dos entrevistados não houve omissão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no combate à atuação dos manifestantes em 8 de janeiro. Para 39,2% houve omissão do presidente.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos. a taxa de confiança é de 95%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Supremo decide que concursado que trabalha em empresa estatal no regime CLT só pode ser demitido com motivação
Provas presentes em celular e no computador apreendidos na casa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro reforçaram delação que provocou ação da Polícia Federal
Pode te interessar