Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

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Brasil Para a presidenciável Marina Silva, o “populismo de extrema-direita” aproxima Jair Bolsonaro dos eleitores evangélicos

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Marina conta com 12% das intenções de voto, contra 26% de Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

Única candidata evangélica dentre os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) atribuiu o alto desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) entre o eleitorado evangélico a um “populismo de extrema-direita”. E, na avaliação dela, esse tipo de conduta, “seja de esquerda ou de direita, não é bom”.

De acordo com dados da pesquisa elaborada pelo instituto Ibope e divulgada na semana passada, Marina tem 12% de intenção de voto dos evangélicos, frente aos 26% de Bolsonaro – cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições.

Em 2014, quando concorreu ao Palácio do Planalto pelo PSB (após a morte do cabeça-de-chapa Eduardo Campos em um acidente aéreo), Marina chegou a alcançar 43% de preferência entre esse segmento religioso, que hoje conta com uma representação considerável no Congresso Nacional – existe até uma “bancada da Bíblia”, associada a pautas conservadoras e até mesmo fundamentalistas.

“Temos aí uma situação em que o populismo de direita e de extrema direita, às vezes, consegue chegar mais fácil em diferentes segmentos da sociedade, não só dos evangélicos”, disse a candidata, questionada por jornalistas sobre a liderança de Bolsonaro. “Populismo não é bom, nem de esquerda, nem de direita”, completou.

Perguntada sobre como pretende reaver esses votos, Marina disse que “esse é um momento difícil, em que muitas vezes, o discurso fácil, populismo seja de esquerda, seja de direita, confunde a opinião pública” e que vai continuar dialogando com todos e “falando a verdade”.

PT

Ex-integrante do PV e ex-petista, a candidata voltou a criticar a estratégia do partido em insistir na candidatura de Lula, preso e condenado na Lava Jato. Segundo disse, não é bom para o processo democrático o eleitor não saber quem são os candidatos definitivos, até porque “aqueles que estão fora do debate, sequer estão sendo indagados pelos erros que cometeram, casos de corrupção que se envolveram”.

Nessa segunda-feira, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente participou de uma visita à sede da ONG Educafro em São Paulo, onde exaltou cotas raciais. Ela também se comprometeu a ampliar o combate à discriminação em um eventual governo.

Depois do encontro, Marina foi à Secretaria de Justiça de São Paulo, onde se encontrou com jovens da organização não-governamental em uma manifestação. Eles pedem a regulamentação da lei de cotas de 2015 para concursos públicos no Estado.

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