Terça-feira, 02 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de novembro de 2015
Para evitar um constrangimento à presidenta Dilma Rousseff, o governo brasileiro quitou uma parcela de 32,1 milhões de dólares da sua dívida com a ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro, às vésperas do discurso da petista na Assembleia-Geral do órgão, em Nova York (EUA). A quantia – a mínima possível – foi paga poucos dias antes da viagem oficial, para evitar o risco de o Brasil perder o direito ao voto no encontro.
Não foi a primeira vez. Pendências desse tipo já levaram o País a perder o voto na Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), na Unido (Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial), no TPI (Tribunal Penal Internacional) e na CTBTO (Comissão do Tratado de Proibição dos Testes Nucleares).
Durante esse último, em dezembro de 2014, a delegação brasileira teve que retirar o seu candidato a juiz na corte, Leonardo Brant, por conta de uma dívida equivalente a 70,4 milhões de reais.
De acordo com o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), que encaminhou ao governo o requerimento da relação de dívidas, o País tem contraído novos débitos com organismos internacionais, apesar da “posição vexatória”.
“O Brasil continua a aderir a tratados e a fazer compromissos que não tem como arcar, como ocorreu com o banco dos Brics [grupo de nações emergentes], cuja adesão foi aprovada em maio pelo Congresso Nacional e que prevê o aporte de 18 bilhões de dólares, dinheiro que ninguém sabe de onde virá”, alerta Fortes. (AE)
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