Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2018
O presidenciável Fernando Haddad, afirmou que o seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) “entrou em desespero” com o crescimento da candidatura petista nos últimos dias e e está perdendo votos porque os eleitores “o estão conhecendo melhor”.
Em entrevista à TV Educativa da Bahia, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo voltou a criticar o seu adversário no segundo turno do pleito presidencial por não participar de debates. Ele avaliou, ainda, que o deputado federal e capitão da reserva do Exército representa uma continuidade do governo do presidente Michel Temer.
“Ele diz que já está com a faixa presidencial na mão desde a semana passada, mas ontem entrou em desespero porque viu nossa reação nas ruas”, disse o petista. “Espero que dê tempo, até este domingo, para que as pessoas conheçam esse personagem. Ele só está perdendo votos porque agora as pessoas estão o conhecendo melhor.”
A pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesse sábado, véspera do pleito do segundo turno, mostra Bolsonaro com 55% e Fernando Haddad com 45% das intenções de voto. Já o levantamento apresentado quase que simultaneamente pelo Ibope aponta 54% para o presidenciável do PSL e 46% para Haddad. Em ambos os estudos, a diferença entre os dois postulantes ao Palácio do Planalto diminuiu.
Ditadura militar
Seguindo a estratégia de campanha exibida no horário eleitoral, o petista voltou a ligar o adversário à ditadura militar que comandou o Brasil entre 1964 e 1985. “Eu não enalteço torturadores e não bato continência para bandeira dos Estados Unidos”, ressaltou. “Bolsonaro não faz parte dos cidadãos que defenderam a redemocratização do País.”
“O presidenciável do PSL, ao contrário do que tenta vender, não significa a mudança nem o novo”, prosseguiu o petista. “E eu gostaria de dizer aos eleitores que Bolsonaro não representa a mudança, e sim a continuidade do governo Temer, inclusive para pior, muito pior.
Questionado sobre as razões pelas quais não conseguiu montar uma frente ampla com líderes de outros partidos contra Bolsonaro, Fernando Haddad mencionou os apoios que recebeu de políticos como Marina Silva (Rede) e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE). Ele também citou o ex-governador Alberto Goldman como um dos poucos caciques do PSDB a escapar dessa lógica porque é independente e desafeto do prefeito João Doria, candidato ao governo de São Paulo.
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