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Economia Para o governo, aprovação da volta da CPMF será batalha mais difícil do que barrar impeachment

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Um dos partidos mais importantes para o governo em meio à dificuldade de aprovar matérias no Congresso, o PMDB ainda não tem posição fechada quanto à votação da CPMF. (Foto: Dorivan Marinho/Folhapress)

A recriação da CPMF, matéria que já foi enviada ao Congresso Nacional, é mais um grande desafio para o governo neste ano. Pela proposta do Executivo, os recursos provenientes do tributo iriam alimentar o caixa da Previdência. No Planalto, interlocutores da presidente avaliam que o projeto “é mais difícil que o impeachment”. No orçamento de 2016, aprovado no fim do ano pelo Legislativo, há a previsão de 10,3 bilhões de reais de arrecadação com o novo tributo.

Um dos partidos mais importantes para o governo em meio à dificuldade de aprovar matérias no Congresso, o PMDB ainda não tem posição fechada quanto à votação da CPMF. Para o líder Eunício Oliveira (CE), a aprovação da matéria é “difícil”, pois há um clima antipático ao tema. “É preferível buscar alternativas que não sejam o bolso do contribuinte, embora seja de fácil arrecadação”, destacou.

Para o líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), o início de ano conturbado pode atrapalhar o andamento da matéria, que ainda precisa passar por uma comissão antes de ir a plenário. “O andamento deste tema será a partir de março, abril”, disse.

Na oposição, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) disse que o partido é radicalmente contra a criação do tributo. “O governo não tem autoridade moral de cobrar um centavo a mais do povo brasileiro enquanto não der o próprio exemplo e reduzir a máquina pública”, afirmou. (AE)

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